26/08/14 | 16:59
Seminário debate atendimento a alunos com deficiência

Professores da rede municipal de ensino que atendem alunos com necessidades especiais participaram na tarde desta terça-feira, 26, do Seminário de Educação Inclusiva, promovido pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), por meio do Complexo Municipal de Educação Especial (CMEE) André Vidal de Araújo. O seminário, que faz parte da programação da Semana Mundial da Pessoa com Deficiência, ocorreu no auditório da Semed, localizada na Avenida Mário Ypiranga, bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul.

O seminário teve como objetivo principal estimular as possibilidades de como atender um aluno especial nas escolas municipais, como destacou a professora Reni Formiga, gerente do CMEE André Vidal de Araújo.
“O seminário é voltado para os professores que atuam com alunos com deficiência, de todas as escolas com a modalidade de educação especial e escolas inclusivas, aquelas escolas que têm alunos especiais mesmo sem ser especializada, e tem como objetivo fomentar a discussão das possibilidades de como atender este aluno, facilitando, dando os caminhos, como se deve trabalhar no dia a dia com os alunos especiais”, informou.

As professoras Francilene da Silva Pereira e Rubenilde Galvão Freitas, da Escola Municipal Djalma Passos, localizada na Cidade Nova, conversaram com o público presente e contaram suas experiências sobre como trabalhar com alunos especiais em sala de aula.

“Trabalho com alunos especiais há mais de dez anos, agora a estrutura está melhor, posso dizer que é um trabalho difícil, porém muito prazeroso. Aprendemos com os alunos e temos que nos esforçar ao máximo, pois os alunos são dependentes do nosso trabalho. Trabalhamos ainda a solidariedade com os outros alunos, para que a inclusão tenha sucesso. Acima de tudo você tem que ter amor pelo que faz”, relatou Francilene.

Rubenilde informou que o importante é que os alunos especiais participem de todas as atividades em sala de aula.

“Tenho dois alunos especiais na minha turma do 3º ano, uma com paralisia cerebral e uma autista. Acredito que todos os alunos são especiais, eles só tem habilidades diferenciadas um dos outros, requer mais tempo para aprender, uma atenção maior, mais paciência. Eles interagem normalmente, realizam as atividades passadas em sala de aula, claro que eles têm o tempo deles, mas o importante é que participam de todas as atividades”, relatou.

O seminário contou ainda com a palestra da doutora Denise Teperine Dias, que falou sobre a inclusão da criança autista.

TEXTO: João Pedro Figueiredo

FOTOS: Lton Santos

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