04/09/15 | 13:52
Semed sedia Fórum de Educação Escolar Indígena do Amazonas

Educação Indígena . Aud. Semed. Fotos Cleomir (9)A Secretaria Municipal de Educação (Semed) sediou, na tarde desta quinta-feira, 3, no auditório Luiz Geraldo Pontes Teixeira, na sede do órgão, no Parque 10, zona Centro-Sul, o Fórum de Educação Escolar Indígena do Amazonas (Foreeia). Durante o evento, foram lançados os projetos “Amazonas Indígena sem Racismo” e “Trabalhadoras Indígenas com Liberdade, Dignidade, Direitos e Cidadania”, que discutirão temas relacionados à discriminação de raça, etnia e a desvalorização no mercado de trabalho de mulheres indígenas.

O Fórum foi lançado em 2014 por um grupo de pessoas formado por professores e lideranças indígenas para articular, mobilizar e desenvolver ações estratégicas para a melhoria da educação indígena, bem como propor e elaborar propostas de políticas públicas que visem garantir os direitos dos povos indígenas de todo o estado do Amazonas.

Educação Indígena . Aud. Semed. Fotos Cleomir (26)De acordo com a secretária da Semed, Kátia Schweickardt, a secretaria cumpre um papel importante de contribuir nas discussões feitas a partir dos projetos elaborados pelo Fórum. “Acreditamos ainda que este momento é pertinente para absorvemos experiências vivenciadas por escolas indígenas de outros municípios e para compartilharmos as alcançadas pela secretaria”, salientou a secretária.

Projetos
Os projetos apresentados durante o encontro serão executados até 2016 em escolas públicas de todo o Amazonas, por entidades e instituições que trabalham com indígenas e professores em sala de aula. Durante a execução do projeto que trata sobre o racismo, será criado e divulgado um informativo de práticas de racismo, preconceito e descriminação. Também serão formados agentes multiplicadores para o combate às práticas e disponibilizado canais de comunicação para denúncia, por telefone ou internet.

Educação Indígena . Aud. Semed. Fotos Cleomir (17)O presidente do Fórum, Gersem Baniwa, doutor em Antropologia e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), informou que os projetos têm a finalidade de promover medidas e soluções para reduzir os índices de racismo e semiescravidão de indígenas.

“Para isto, faremos campanhas com o intuito de informar, educar e investigar casos e situações. Teremos um grupo de trabalho que fará um mapeamento e a análise da situação real dos casos denunciados”, afirmou o presidente.

Pesquisas de campo

No projeto que trata sobre o trabalho escravo de famílias e mulheres indígenas serão feitas pesquisas de campo para mensurar e conhecer a incidência de casos que acontecem no Amazonas, a produção e divulgação de relatório de pesquisa, material informativo, entre outros procedimentos.

Educação Indígena . Aud. Semed. Fotos Cleomir (10)Para a professora de Educação Indígena Clarice Tikuna, que atua no Centro Cultural Buûmiri, com os projetos, os educadores terão mais conteúdo para falar sobre os assuntos com seus alunos em sala de aula.

“Acredito que nós, professores, teremos mais oportunidade para falar com nossos alunos e, sobretudo, mais propriedade, porque discutiremos, saberemos com mais profundidade, conheceremos, de fato, dados e pesquisas sobre as temáticas discutidas”, salientou.

O chefe da Gerência Indígena da Semed, Rossini Maduru, destacou a importância das discussões sobre o racismo indígena. Segundo ele, sabe-se que há inúmeros casos de racismo, mas como até então não se tinha um mecanismo para identificar e apontar os mesmos, ficava difícil tomar uma posição.

“A partir da elaboração dos projetos, teremos um link direto, onde qualquer cidadão poderá denunciar por telefone ou pela internet, o que possibilitará o encaminhamento de denúncias ao Ministério Público e outros órgãos públicos informativos. Por esta conquista e esta possibilidade, a Gerência de Educação Indígena, está à disposição para contribuir no que for possível”, destacou.

Texto: Emerson Felipe
Foto: Cleomir Santos

Secretaria Municipal de Educação (Semed)

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