06/05/16 | 16:30
Semed realiza palestra para discutir sobre novas vertentes do autismo

Terapia Operacional e Autista -Fotos Rodemarques Abreu (11)Atualmente, pesquisas apontam que há quatro subdivisões dentro do diagnóstico do autismo e 200 tipos desse transtorno. Os dados foram apresentados, na manhã desta sexta-feira, 6, no auditório da Secretaria Municipal de Educação (Semed) pela  terapeuta ocupacional Igrid Silva, que é pós graduada em Terapia Ocupacional com crianças e adolescente pelo Centro Universitário de Araraquara (Uniara) e certificada em Integração Sensorial pela University of Southern Califórnia Divison Occupational Science and Therapy.

A discussão sobre o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), como é denominado, reuniu profissionais dos Centros Municipais de Atendimento Sociopsicopedagógico (Cemasp), do Centro Municipal de Educação Especial (Cmee) e de diversos setores da secretaria.

Terapia Operacional e Autista -Fotos Rodemarques Abreu (9)A palestra partiu de uma iniciativa da Divisão de Apoio à Gestão (Dage). Segundo a chefa do setor, Jussara Marques, a palestra contribuiu na atuação dos profissionais do Cemasp e Cmee. “A palestrante vem contribuir com uma prática que está dando certo nos Estados Unidos, em relação ao autismo. Pensando nisso, ela vem nos dá  suporte, nos oferecer conhecimento e quebrar paradigmas, como a diferença entre retardo mental e autismo. Então, foi  sóconhecimento”, disse.

Durante a palestra, a especialista ressaltou que o objetivo  da sua palestra foi proporcionar uma visão holística sobre o TEA. “Na terapia ocupacional  a gente visa a funcionalidade. A partir dela proporcionamos  o ambiente mais funcional possível para a pessoa autista. E o objetivo desta palestra é orientar e passar como é possível desenvolver essas adaptações, além de mostrar novas vertentes e uma visão holística sobre o autismo”, explicou Ingrid.

Palestra

Terapia Operacional e Autista -Fotos Rodemarques Abreu (3)Durante a abordagem, a palestrante explicou o conceito do autismo, como fazer um diagnóstico, os critérios norteadores para perceber que uma pessoa tem o transtorno e quais são os principais comportamentos do autista.  Ela pontuou que os déficits significativos e persistentes na comunicação social e nas interações sociais manifestadas pelos padrões restritos repelidos de comportamento, os comportamentos motores ou verbais estereotipados e sensoriais incomuns.

Foi destacado, ainda, que uma pessoa que não olha nos olhos da outra, não fala, mas o seu discurso é incoerente, apresentando hiperatividade, raiva constante, isolamento social, que usa  mão da mãe ou de quem está mais próximo com uma extensão do corpo tem tendência para ter autismo.

“Eu vejo esta palestra como uma iniciativa positiva, pois há muitas peculiaridades e muito o que ser discutido  sobre o autismo, portanto é um assunto que deve ser amplamente trabalhado, difundido  e aprofundado dentro da rede municipal de ensino”, comentou a fonoaudióloga do Cemasp do Polo 1, da zona norte, Elaine Mulle.

 

Texto: Emerson Felipe

Foto: Rodemarques Abreu

 

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