26/07/13 | 17:44
Semed realiza mesa redonda sobre história e cultura indígena na educação formal

A Secretaria Municipal de Educação realizou no auditório da Prefeitura de Municipal de Manaus, João de Mendonça Furtado, uma mesa redonda sobre História e cultura indígena na educação formal com o tema: “Conhecendo e valorizando as identidades étnicas no contexto escolar”, visando proporcionar aos professores e coordenadores da diversidade, momentos de estudos e reflexão acerca do legado deixado pelos povos indígenas, no que tange aos conteúdos que fundamentam as ações pedagógicas em sala de aula.

Na oportunidade, foi exibido o filme Xingu, do premiado diretor Cao Hamburguer, que conta a saga dos irmãos Villas-Bôas, que apresenta a luta pela criação do Parque Nacional do Xingu e pela salvação de tribos inteiras numa viagem sem paralelo na historia. No Brasil, os povos indígenas tem reconhecidas suas formas próprias de organização social, seus valores simbólicos, tradições, conhecimentos e processos de constituição de saberes e transmissão cultural para as gerações futuras.

Neice de Sena, assessora da diversidade da DDZ Oeste, disse que a realização dessa mesa redonda é uma proposta pedagógica que servirá de subsídio para os professores trabalharem nas salas de aula em conformidade com a lei 11.645/2008, que instituiu a obrigatoriedade do ensino de história e cultura indígena nas escolas de ensino fundamental. Já a exibição do filme  Xingu, vai ajudar na compreensão dos estudantes quanto as causas indígenas.

Todos os gestores das escolas que fazem parte da jurisdição da DDZ Oeste foram convidados a participarem e levarem alunos representando suas escolas.  O convite foi atendido e as escolas municipais Joaquim Gonzaga, Madalena Correia e Aristides Barreto estiveram presentes com um grande número de alunos que assistiram ao filme com direito a pipoca e refrigerante.

A programação contou, ainda, com apresentação cultural da Atriz indígena  Adana Kambeba que  atuou como protagonista no filme. A indígena  interpretou músicas da MPB na língua Tupi Amazônico  e falou ao publico sobre sua atuação no filme.

“Cinema é outro mundo, é algo muito sério. Fiquei muito emocionada em representar o Amazonas. Nós, índios, podemos e temos condições de ter autonomia”.  A indígena, que recebeu o nome de registro, Daniele Soprano é acadêmica de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG.

Sobre a Mesa Redonda

O objetivo era discutir a questão indígena sobre o prisma da ocupação territorial e conhecer o momento histórico da formação do Parque Nacional do Xingu. Proporcionando uma reflexão teórica da prática pedagógica na sala de aula, para os profissionais que atuam em diversas áreas do conhecimento.