11/12/14 | 17:32
Semed promove encontro para debater a violência contra o educador

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) por meio da Gerência de Desenvolvimento do Servidor (GDS) está promovendo reuniões com representantes das Divisões Distritais Zonais (DDZs) para combater a violência contra o educador. A atividade atende às recomendações da lei nº 1.277 de 25 de agosto de 2008.

Na manhã desta quinta-feira, 11, professores e pedagogos das unidades de ensino da zona Norte de Manaus participaram, no auditório da Escola Municipal Engenheiro João Braga, de um ciclo de palestras sobre o tema. A ideia é que as orientações sejam multiplicadas no ambiente escolar. A principal estratégia é aproximar os docentes dos estudantes criando um laço de amizade e respeito.

Segundo a chefe da GDS, Lúcia Regina Silva, as reuniões servem como prevenção do problema.

“Este evento foi incluído na secretaria em 2014, oriundo da lei criada pela Câmara Municipal. Então, estamos promovendo algumas atividades como palestras e ações pedagógicas dentro das unidades de ensino, entre elas jogos pedagógicos com os alunos, reuniões de pais e mestres e o diálogo com os estudantes. São ações preventivas. Acreditamos que o diálogo é importante para mudar as atitudes dos alunos”, disse.

A diretora da Escola Municipal Francisco Ribeiro, Graça Gusmão, acredita que o caminho é o professor ter um bom relacionamento com alunos.

“Eu trabalhei na Escola Municipal Antônia Moraes, no bairro Terra Nova. Lá tinha um índice grande de degradação ao patrimônio. Eu percebi que tinha que trazer essas pessoas para perto de nós. A conclusão foi que eles passaram a me respeitar e consequentemente respeitar a escola e os funcionários”, contou.

Superação

A professora Maria Leonirse Gomes, que leciona na Escola Municipal Maria Pereira Campos, falou sobre o êxito que obteve na escola.

“Eu assumi uma classe no mês de março. Eu já era a terceira professora que passava por aquela turma. As outras tinham desistido. Quando eu cheguei, um aluno disse que eu não duraria um mês. Graças a Deus, consegui chegar ao final do ano e eles ainda cantaram uma música para me homenagear. O êxito se deu por eu ter conversado com eles. Chamei individualmente para um diálogo. Entendi o porquê de eles agirem daquela maneira e trouxe-os para serem meus amigos. Sem gritar. Dessa maneira é possível obter respeito, eu acredito nisso”, afirmou.

Vilões

Para a chefe do Serviço Social da Semed, Regina Lúcia, os alunos com comportamentos agressivos são, em sua maioria, os que não têm acompanhamento dos pais e são educados pela programação de televisão e vídeo game. “Os pais precisam trabalhar e não têm, muitas vezes, como acompanhar adequadamente o desenvolvimento de seus filhos. Eles têm esses comportamentos agressivos, porque os jogos de lutas e os filmes só mostram essas coisas”, observou.

 

Texto: Thiago Botelho

Fotos: Cleomir Santos