26/06/18 | 11:42
Semed promove debate sobre ensino religioso com educadores da rede

Qual o lugar do Ensino Religioso na escola?  É necessário abordar as religiões na Educação Básica?  Todo tipo de ensino religioso fere o Estado laico determinado pela Constituição Federal? Como a Base Nacional Comum Curricular vai tratar o tema? Estes e outros questionamentos foram tratados na Roda de Conversa sobre Ensino Religioso, realizada nesta segunda feira, 25/6,  pela  Secretaria Municipal de Educação (Semed).

O evento foi destinado a formadores, assessores pedagógicos e gestores de escolas da rede municipal de ensino e teve como tema “Refletindo o Componente na BNCC: Uma Visão Epistemológica”. O debate reuniu  representantes de faculdades Federais, membros da Ordem dos Advogados Brasil (OAB/AM) e professores de ensino religioso da rede municipal. A temática foi encabeçada  pelos  representantes da Associação dos Cientistas das Religiões do Estado de São Paulo e do Instituto de Pesquisa e Formação de Educação e Religião (IPFER).

A subsecretária de gestão educacional, Euzeni Trajano, que representou a secretária municipal de educação, Kátia Schweickardt, destacou que o evento teve a finalidade de oferecer um diálogo sobre o ensino religioso orientado pela rede.

“Esse momento serve para construir um Ensino Religioso que respeite a diversidade religiosa que temos e as competências trazidas pela BNNC, no que refere a este componente de ensino”, destacou.

Umas das coordenadoras do evento e assessora de diversidade da Divisão de Ensino Fundamental (DEF), Lídia Helena Mendes, salientou que o evento também buscou  trabalhar diretrizes determinadas, pela rede municipal de ensino na perspectiva da realidade religiosa dos alunos atendidos.

“Este evento buscar dar a compreensão do que é o ensino religioso e apresentar a pluralidade religiosa da nossa sociedade. E, ainda, contribuir para que não apenas o professor, mas todos os grupos que estão aqui tenham uma abordagem não proselitista”, disse.

Durante o evento foi tratado, por exemplo, pontos da Lei de Diretrizes Básicas, decisões e jurisprudências do Superior Tribunal Federal (STF), que tratam sobre aspectos referentes ao ensino religioso, bem como um panorama do mercado de trabalho dos profissionais da ciência da religião a nível nacional.

“Quando estudamos religiões nativas, indígenas, o que  a gente observa? Que muito pouco se conhece, pouco se sabe e que a abordagem feita na escola é folclórica. E isso é um problema, porque não gera conhecimento, não gera mudança, não gera a aprendizagem daquela cultura” , destacou  o professor  mestre Rodrigo Oliveira durante a palestra.

A assessoria interdisciplinar da Divisão Distrital Zonal (DDZ) Leste 2,  Willany Nascimento, falou sobre como o Ensino Religioso ainda é tratado por alguns profissionais. “Este evento é importante porque, infelizmente, ainda temos professores da rede que praticam o proselitismo, fazendo, por exemplo, orações em sala de aula, sem reconhecer a realidade religiosa de toda a turma”.

 

Texto: Emerson Santos

Fotos: Lton Santos

 

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