23/05/16 | 14:12
Semed promove ciclo de palestras para debater a diversidade no ambiente escolar

23-05-16-Palestra educação em Direitos humanos.Aud. Semed DEF. Fotos Cleomir (6)Para ampliar a discussão e reflexão sobre a diversidade de gênero nas escolas, a Secretaria Municipal de Educação (Semed), em parceria com as secretarias de Estado de Educação (Seduc) e a Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), promoveu, nesta segunda-feira, 23, uma rodada de palestras voltadas para o assunto, onde professores e diretores escolares participaram. O evento foi realizado no auditório da Semed, na zona Centro-Sul.

De acordo com a Coordenadora da Diversidade da Semed, Lídia Helena Oliveira, o debate serviu para apresentar as diferentes visões acerca do tema a fim de discutir e entender o universo da diversidade e instruir os profissionais da educação como lidar com a temática no ambiente escolar.“Nós esperamos, primeiro, que a população, a sociedade e os educadores entendam o que é a definição de gênero e o que se trabalha nesta temática. O profissional precisa aprender a lidar com essas questões sem constranger, sem visibilizar e com imparcialidade”, orientou.

A subsecretária de Gestão Educacional da Semed, Euzeni Trajano, explicou que desde o ano 2000 a secretaria trabalha o tema da diversidade de maneira transversal.

23-05-16-Palestra educação em Direitos humanos.Aud. Semed DEF. Fotos Cleomir (7)“O ciclo de debates de direitos humanos e cidadania vem sendo trabalhado e discutido desde os parâmetros curriculares nacionais, sendo tema transversal dentro da escola. A atividade de hoje se qualifica como um momento de pensarmos e refletirmos sobre essa construção de ser homem e ser mulher, e sobre essas diferenças”, disse.

Uma das palestrantes foi a secretária Executiva de Política para Mulher da Sejusc, Keyth Bentes. Para ela, o ambiente escolar é o mais propício para o debate de gênero, uma vez que a diversidade é vista no dia a dia de uma escola. Ela acredita que o ciclo de palestras é importante para definir o que é gênero e explicar que essa discussão não é um ataque à família, como muitas pessoas afirmam.

“Hoje, infelizmente, o conceito do que é gênero está deturpado. Nós temos sido bombardeados como se gênero fosse algo contra as famílias, contra a sexualidade das pessoas. Está sendo passada uma ideia que discutir gênero na escola não é algo salutar e saudável. Pelo contrário, é algo fundamental para o desenvolvimento da criança, para que ela entenda as diferenças e saiba escolher a sua forma de expressar na sua sexualidade”, observou.

A pedagoga da Escola Municipal Biólogo Adolpho Ducke, Juliana Santos, vivenciou em sua unidade de ensino o extremo do preconceito contra diversidade, com um aluno homossexual assumido que foi alvo de violência dos estudantes. No entanto, o ocorrido despertou na direção a necessidade de explorar a temática, o que culminou com um projeto de diversidade, que tem se mostrado eficaz.

“Nosso trabalho foi bem desenvolvido tanto que nossa escola está participando deste debate aqui na Semed. Essa temática era nova, mas trabalhamos com os alunos e graças a Deus conseguimos combater. Quando nós estamos sendo preparados na universidade não temos essa orientação e a partir do momento em que há discussões e debates, se abre esse momento para que nós, professores, tenhamos conhecimento de como trabalhar isso”, afirmou.

 

Texto: Thiago Botelho

Fotos: Cleomir Santos

 

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