05/10/15 | 9:31
Semed encerra curso à distância de História e Cultura Afro-Brasileira

IMG_0366O curso de História e Cultura Afro-Brasileira: África, Africanidade e Racismo no Brasil , que foi fruto de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação (Semed) e a Editora Positivo encerrou, neste sábado,3. O curso começou no dia 15 de agosto e teve cerca dois meses de duração. Ao todo cerca de 282 pessoas passaram pela formação que aconteceu à distância. Deste total, cerca 150 são educadores da Semed.

A cerimônia de encerramento que marcou a última aula da formação, aconteceu no auditório da Semed e contou com a presença da secretária da Semed, Kátia Schweickardt, da subsecretária de Gestão Educacional, Euzeni Trajano, da tutora do curso em História e Africanidade da Editora Positivo, Beatriz Campos, dentre outros.

De acordo com a a secretária da Semed, a discussão em torno da questão temática trabalhada ao longo do curso serviu para fortalecer a cultura brasileira e desmitificar alguns conceitos a respeito da identidade afro.

“Debates e discussões como estas, em que a gente pode trazer à tona toda a realidade da nossa origem negra na formação da cultura brasileira são desafiadores porque põe em cheque alguns conceitos que já temos a respeito da cultura africana e tudo que aderimos dela, mas também é muito importante para o processo de construção e amadurecimento de conhecimento acerca da nossa identidade e da nossa cultura que está intrinsecamente ligada à africana e que é diversa e heterogênea”, destacou a secretária.

A coordenadora de Diversidade da Semed, que estava à frente da formação , Lídia Helena, explicou que a expectativa da secretaria agora, com educadores mais formados e com o conhecimento difundido entre eles acerca da questão afro-brasileira, sobre a lei 10.639/03 e demais diretrizes atreladas à questão étnico racial vigente, é que mais trabalhos sejam desenvolvidos com essas temáticas.

“A nossa expectativa que os nossos professores tenham sido habilitados e subsidiados de conhecimento para que possam desenvolver de fato o que a lei 10.639/03 pede, que é a efetividade na sala de aula na abordagem do professor com aluno e na mudança de mentalidade e na postura em relação às populações negras e as suas culturas”, apontou a coordenadora.

Curso

IMG_0398A formação teve carga horária de 40 horas e foi dividida em três módulos. Durante as aulas on-line, os alunos tiveram contato direto com os professores pelo www.e-formacaoeditorapositivo.com.br, onde acessaram ao conteúdo programático do curso, para possíveis esclarecimentos ou dúvidas.

Para o professor de Ensino Religioso da Escola Sônia Maria Barbosa, Helton Francisco, a formação ajudou a fortalecer o seu conhecimento a acerca dos povos africanos.

“Apesar de ser à distância foi muito enriquecedor, foi muito objetivo e a claro. O curso me deu a oportunidade de aprimorar o que já sabia e aprender muita coisa. E partir de agora, sinto que estou mais capacitado e pronto para trabalhar a lei 10. 639 em sala de aula”.

Palestrante

O momento mais relevante da aula foi a abordagem da temática “A necessária descolonização da mentalidade brasileira para a real implementação da Educação Antirracista”, que foi explorada pela Profª MSc. da Universidade Federal do Espirito Santo (UFES), Leonor Araújo.

Durante a palestra, Leonor destacou alguns problemas que existem para implementação da lei 10. 639, as matrizes civilizatórias e como é importante a sociedade brasileira ver a África, os povos africanos, a importância do negro e a contribuição cultural dos povos africanos, analisando a contribuição cultural e as riquezas que estes povos trouxeram e trazem até hoje para evitar atitudes racistas.

Além dos professores da Semed participaram educadores da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e também representantes de movimentos sociais de todo o Estado do Amazonas.

Texto: Emerson Felipe
Fotos: Cleomir Santos

Assessoria de Comunicação

Secretaria Municipal de Educação (Semed)

(92) 3632-2054