18/08/17 | 15:01
Secretária visita escola ribeirinha no Rio Amazonas e inaugura poço artesiano da unidade

A Secretária Municipal de Educação, Kátia Schweickardt, visitou na manhã desta sexta-feira, 18/8, a Escola Municipal São Salvador, localizada na Comunidade Monte Horebe, no Rio Amazonas, zona Rural/Ribeirinha de Manaus. A unidade é a mais distante no Rio Amazonas atendida pela rede municipal de ensino de Manaus. Durante a visita, foi inaugurado o poço artesiano escola, que atende 45 estudantes, em turmas multisseriadas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio com Mediação Tecnológica, em uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação (Semed) e Secretária de Estado de Educação (Seduc).

Acompanhada do subsecretário de Infraestrutura e Logística, Thiago Balbi, e da chefe da Divisão Distrital Zonal (DDZ) Rural, Edilene Pinheiro, a secretária destacou o desafio que é fazer educação na zona Rural/Ribeirinha da Amazônia, como é realizado na rede municipal de ensino. “Quem olha de fora acha que tudo é fácil. Mas, a realidade é diferente e não seria possível alcançar os resultados que nós alcançamos sem o empenho dos professores que atuam nessa e nas nossas outras 51 escolas ribeirinhas”.

Diretor da escola desde 2008, Antônio Caster ressaltou que a obra não vai beneficiar apenas alunos, professores e funcionários da escola, mas os moradores da comunidade e de localidades próximas. “Antes tínhamos que buscar em comunidades próximas e alguns flutuantes da região, uma vez por semana, a água para os alunos beberem e para fazermos a merenda escolar. Para a limpeza, usávamos a água do rio. Agora com essa obra, ficará mais fácil e poderemos ajudar moradores de comunidades próximas”.

A comunidade onde a escola está localizada possui cerca de 40 famílias, que vivem de atividades agrícolas, pesca, pecuária, além de outras atividades de subsistências. A chefe da DDZ Rural, Edilene Pinheiro, informou que a obra foi construída com recursos federais do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Ela falou sobre os impactos positivos da construção para os moradores do lugar. “Sabemos que agora as pessoas que moram aqui, terão maior qualidade de vida, já que não vão precisar mais coletar água do rio. Aqui, temos muitos flutuantes e os resíduos de banheiros acabam sendo descartados no rio e isso acaba prejudicando a saúde de todos”.

Moradora da comunidade e funcionária da escola, Francisca Nonata Batalha Ferreira, falou sobre a felicidade de poder, agora, contar com um poço no local. “Antes era difícil porque precisávamos buscar em outras comunidades, ou depender de pessoas que possuíam bombas de água e nos emprestavam, mas às vezes acontecia algum imprevisto e acabávamos ficando sem água”.

 

Texto: Martha Bernardo

Fotos: Lton Santos/ Semed

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