31/08/17 | 15:23
Rede municipal promove encerramento das atividades em alusão à Abolição da Escravidão no Amazonas

Após o desenvolvimento de uma série de atividades acadêmicas desde o mês de julho, como rodas de conversa e o Festival da Abolição, todas referentes à comemoração dos 133 anos da abolição da escravidão no Estado do Amazonas, foi realizado o encerramento das ações alusivas à data, nesta quinta-feira, 31/8, no auditório da Secretaria Municipal de Educação (Semed), zona Centro-Sul de Manaus. O evento contou com apresentação cultural de alunos e entrega de troféus, medalhas e certificados às escolas que se destacaram no Festival e nas rodas de diálogos.

A celebração também serviu para celebrar o Dia do Folclore, que é comemorado no dia 22 de agosto. Por conta disso, seis escolas da rede municipal de educação e duas da rede estadual se apresentaram com temáticas que fazem alusão à cultura regional nordestina, indígena e negra. Dança, teatro e manifestações folclóricas animaram o dia de quem esteve presente nos auditórios.

Essa ação foi desenvolvida pela Semed em conjunto com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc).

Para a assessora de História e Diversidade da Divisão de Ensino Fundamental (DEF) da Semed, Lídia Helena, as ações possibilitaram que aquilo que é ensinado na teoria seja reverberado na prática. “A conclusão que a gente chega é que a importância desse evento é oportunizar momentos de reflexão, de conhecimento e visibilidade da história do povo amazonense, da nossa identidade enquanto ser amazonense e entender que existe uma historia além de Rio de Janeiro e São Paulo”, ela acrescenta.

Uma das apresentações realizadas foi a do Maculelê, realizada por alunos da Escola Municipal Percília Nascimento, da zona Oeste da cidade. O Maculelê conta, por meio da dança e representação teatral, a lenda de um jovem negro que conseguiu defender sozinho a tribo dele, usando apenas pedaços de pau. E foi com pedaços de pau que eles subiram ao palco sob o comando do contra mestre Ney Valente, que também trabalha no Novo Mais Educação na escola. Ele contou que, por conta da data e dos ensaios constantes, eles já estavam preparados para a exibição. “Nós estamos no mês do folclore e onde a gente tem filial a gente se apresenta, então essa apresentação já estava bem ensaiada. Eu dou aula de capoeira na escola Percília do Nascimento desde 2006, é uma parceria que deu certo”.

Mesmo com o encerramento das atividades alusivas à abolição da escravidão no Amazonas, a diretora do Departamento de Gestão Educacional (Dage), Marcionília Bessa, lembrou que as ações alusivas ao tema não podem se conter em datas específicas, mas têm que ser feitas continuamente. “Esse trabalho deve acontecer sim, no chão da escola primeiramente, permear os planos pedagógicos dos professores para que não sejam ações estanques, apenas para cumprir um período comemorativo, mas que isso já faça parte, entendendo a essência do tema e a importância dele para cada um de nós”.

E, para reafirmar a parceria, a assistente social Mirna Martiniano, da Sejusc, esteve presente e agradeceu pela oportunidade de trabalhar com esse tema e com as escolas da Semed. “Participar desse processo todo nas escolas e nessas apresentações é importante para a gente verificar quanta reflexão a abolição conseguiu alcançar, não só nos professores e coordenadores, mas também nos alunos. Então, a gente só tem mesmo a agradecer e dar continuidade a esse trabalho que é gratificante”.

Texto: Alexandre Abreu

Fotos: Cleomir Santos/ Semed

 

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