23/07/12 | 13:14
Reaplicação do projeto A cor da cultura.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed), por meio da Divisão de Desenvolvimento Profissional do Magistério (DDPM), promoveu nesta quinta-feira, (19) no auditório do DDPM, o evento – O Negro e o indígena na Realidade Amazônica – Reaplicação do projeto A cor da cultura. O encontro dará continuidade às ações do projeto ‘A Cor da Cultura’, que agora foca sua atenção para as especificidades do Estado do Amazonas, uma vez que a parte inicial do projeto trabalhou os aspectos gerais da negritude brasileira.

O evento contou com a presença de quatro palestrantes, dentre eles: O Professor Doutor Alisson Leão – DDPM/SEMED, Professora Doutora Patrícia Sampaio – UFAM, Professora Mestra Socorro Nobrega – IFAM e a Pedagoga Jacy Braga, além da presença de assessores das DRE’S, professores, pedagogos dentre outros.

Esse projeto já existe desde 2010 e está presente em toda rede  municipal de ensino.

“O objetivo principal deste evento é mostrar as diferenças etnorraciais para os profissionais na área de educação, para que depois os mesmos possam sensibilizar os alunos em relação às diversidades raciais e culturas que temos”, afirmou a chefa da Divisão de Desenvolvimento Profissional do Magistério (DDPM), Professora Samira Santos.

“A nossa intenção é trabalhar em conformidade com as leis 10.639/03 e a 11.645/08 dentro da realidade amazônica, focando a participação do negro e do indígena na formação de nossa identidade. Além disso, damos apoio teórico para os profissionais na área da educação, para que eles possam atuar como disseminadores da cultura e da história africana, afro-brasileira e indígena junto às escolas do município de Manaus”, afirmou uma das coordenadoras do evento, Lídia Helena.

Francinaldo Mendes, da DRE IV, que desenvolve um projeto semelhante, salientou que este momento vai dar suporte para desenvolver objetivos comuns entre a Semed e as escolas.

“Eventos dessa natureza permitem uma aproximação entre o trabalho que nós fazemos nas universidades, de pesquisa e investigação. Isso é importante porque rompe a distância entre o que é feito nas universidades  e o que os professores precisam ter contato para aproximar dos alunos em sala de aula. Outro fato é esse ‘silêncio’ da presença negra nessa parte do país, que prejudica sobre a questão de reconhecimento do negro para a região”, comentou a doutora em História pela Universidade Federal Fluminense, do Rio de Janeiro, Patrícia Sampaio.