27/07/16 | 16:29
Projeto ‘Aprender, Conviver e Lutar’ recebe visita da família Gracie

Membros da Família Grecie visita Esc. Mul. André Vidal - Fotos Rodemarques Abreu (18)Representantes da família Gracie, considerada fundadora do sistema de arte marcial Brazilian Gracie Jiu-Jitsu (BJJ), prestigiaram nesta quarta-feira, 27, o projeto “Aprender, Conviver e Lutar”, da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que trabalha o esporte como desenvolvimento social, psicológico e pedagógico dos alunos com deficiência.

Ralph, Gregor e Kyra Cracie, lutadores mundialmente conhecidos, viram de perto como o Complexo Municipal de Educação Especial (CMEE) André Vidal de Araújo, na zona Centro-Sul, trabalha o jiu-jitsu com os 40 alunos que participam do projeto. Ao todo, a iniciativa atende, aproximadamente, 700 alunos de cinco unidades de ensino da rede municipal de educação.

Membros da Família Grecie visita Esc. Mul. André Vidal - Fotos Rodemarques Abreu (9) “É uma honra estar aqui. Até me emociona ver que isto está acontecendo no Brasil. Muitas vezes fazer fisioterapia é chato e com o jiu-jitsu elas acabam se divertindo. O Amazonas é um dos polos do esporte no mundo e é maravilhoso ver isso, é gratificante demais”, informou Ralph Gracie, que interagiu com os alunos praticando o jiu-jitsu adaptado.

Coordenador do projeto, o professor Ronnie Melo ressaltou que a presença dos representantes da família Gracie mostra que a proposta está no caminho certo. “Estamos muito felizes com a presença da família que difundiu o jiu-jitsu no mundo conhecendo o nosso projeto e é uma gratificação fazer um trabalho desses em prol das crianças”, destacou Melo.

Membros da Família Grecie visita Esc. Mul. André Vidal - Fotos Rodemarques Abreu (46)Para as crianças com deficiência, a arte marcial é desenvolvida como forma de trabalhar o cognitivo, fazendo com que eles estimulem as dificuldades motoras e mantenham uma convivência social de interação com outros alunos. Para a lutadora Kyra Cracie, ver a luta influenciando alunos desde pequenos é uma prova que o trabalho da família ao longo dos anos tem resultados mais do que esperados.

“O jiu-jitsu pode acrescentar na vida de todos, não tem biótipo, não tem faixa etária, qualquer um pode se beneficiar dessa arte. Não conhecia o projeto e achei maravilhoso, nunca tinha visto aplicado dessa maneira e quero voltar mais vezes, pois vejo aqui hoje tudo o que meu bisavô (Carlos Gracie) plantou lá atrás”, contou Kyra.

Membros da Família Grecie visita Esc. Mul. André Vidal - Fotos Rodemarques Abreu (26)Para a professora Nilzia Bentes Meireles, 39, mãe do aluno Cledemir Meireles Silva Júnior, 22, que tem paralisia cerebral, o esporte tem ajudado no desenvolvimento do filho. “Ele pratica o jiu-jitsu há um ano e apesar de ter paralisia cerebral, é possível dizer que ele teve uma elevada melhora depois que começou a participar do projeto, a animação dele para mim é visível”, relatou, emocionada ao falar da integração do filho nas aulas do projeto.

“Sempre que tenho oportunidade como essas eu participo com o maior prazer, faço questão de estar presente, ajudar essas crianças e ver o retorno do jiu-jitsu, esporte que me deu tudo na vida. Já tinha visto crianças especiais em outras academias, mas nunca um trabalho específico voltado para isso, que é importante para as crianças esse desenvolvimento em grupo. Se pudesse ter um projeto como esses em todos os lugares, em outras escolas do País seria perfeito”, finalizou Gregor Gracie.

Texto: João Pedro Figueiredo

Fotos: Karla Vieira/Semcom e Rodemarques Abreu/Semed

 

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