14/11/14 | 16:00
Professores da rede municipal aprendem a produzir composto orgânico

Professores de 30 escolas da rede municipal de ensino, na zona Leste, participaram na manhã desta sexta-feira, 14, da parte prática do minicurso sobre produção de composto orgânico, realizado pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas). A intenção é incentivar a criação de hortas, pomares e jardins com a utilização de adubo produzido nas próprias escolas a partir do reaproveitamento de cascas de frutas e verduras, casca de ovo, borra de café, folhas e outros resíduos.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, em exercício, Itamar de Oliveira Mar, explicou que a ideia é estender a realização dos minicursos a outras divisões distritais da Secretaria Municipal de Educação (Semed), além de associações comunitárias, grupos de mães, igrejas, empresas, e demais interessados, como forma de contribuir para a redução da geração de resíduos e o reaproveitamento de materiais que geralmente são descartados, além de incentivar o plantio de hortas, pomares e jardins.

O curso teve dois dias de duração e foi ministrado pelo engenheiro agrônomo Sérgio Pacheco, do Departamento de Arborização e Paisagismo da Semmas. Durante a aula prática, realizada no Viveiro Municipal, localizado na sede do Instituto Federal de Educação do Amazonas (Ifam), os professores tiveram a oportunidade de colocar a “mão na massa” e conhecer o processo de confecção dos “montes”, como é denominado o acúmulo de material utilizado para a composição do composto.

“Hoje, tivemos a oportunidade de mostrar como é feito desde o lançamento dos resíduos e a acomodação do material, até o produto acabado, o que entusiasmou a todos os participantes”, explicou Sérgio. Segundo ele, o processo é simples e qualquer pessoa pode fazer, desde que disponha dos resíduos.

Para a produção do composto são dispostos em camadas a terra ou serragem, que deve forrar a base de um recipiente, como balde, bacia ou folhas, e na sequência os resíduos de cozinha, como casca de fruta, verdura, ovos e borra de café, finalizando com outra camada de terra. “O que determina a quantidade de resíduos é o tamanho do espaço que a pessoa dispõe para a produção”, explica.

O composto leva em média 90 dias para ficar curado ou pronto para o uso.  Segundo Sérgio, não se recomenda o uso de resíduos de alimentos, como feijão, arroz, carne, porque atraem insetos e roedores. “Com esse processo, é possível agregar valor e contribuir para a redução da geração de resíduos para o nosso aterro municipal. Os professores ficaram felizes porque poderão atuar como multiplicadores dessa técnica”, afirmou.

Para os professores que participaram do minicurso, o aprendizado poderá ser levado aos colegas que não puderam participar da atividade, principalmente os que trabalham na zona rural, caso do professor Franklin Tavares. Segundo ele, a maioria das escolas destas áreas tem horta e espaço para fazer a compostagem.

“Temos essa facilidade. Podemos fazer esse processo porque as escolas têm espaço suficiente. Então, tudo que aprendemos aqui podemos passar aos colegas. Já produzimos hortaliças, mas sem técnica. Aqui, a gente está aprendendo com um pessoal especializado”, disse o professor.

Os interessados em participar do curso podem ligar para 3236-6405, no Departamento de Arborização e Paisagismo da Semmas, e se informar sobre os procedimentos necessários.

TEXTO: Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas)

FOTOS: Karla Vieira/ Semcom

 

 

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