13/10/14 | 16:51
Prefeitura promove palestra em escola para esclarecer comunidade sobre cuidados com pombo

Com o objetivo de esclarecer para a comunidade vizinha da Escola Municipal Professora Elcy Mesquita de Lima, localizada no bairro Redenção, zona Centro-Oeste, os perigos, cuidados e prevenções sobre os pombos, o biólogo Felipe Pinheiro, do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), realizou uma palestra na manhã desta segunda-feira, 13, na unidade escolar.

A conversa com os pais dos alunos e com a comunidade em geral foi promovida pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e em parceria com a Semsa, depois que alguns pais questionaram a Semed sobre a presença de pombos no terreno da escola, devido ao risco de atrair doenças para os alunos. Foi esclarecido na reunião, pela gestora da unidade de ensino, Tayna Duarte, que já foi feito o serviço de telar o forro para evitar que os animais entrassem, porém, eles ficaram abrigados em cima das caixas de ar condicionado, do lado de fora da sala de aula, mas na direção do pátio.

“Houve duas denúncias sobre os pombos na escola da comunidade cobrando a Semed pela presença dos animais na escola, mas nós já havíamos explicado que o serviço de telar o forro já havia sido feito e que não tinha como expulsar os pombos do lado de fora. Para ter um fundamento e esclarecer para eles que esse é um processo a longo prazo e que não podemos nos livrar matando os pombos, teve essa conversa com o biólogo do CCZ. Sabemos ainda que, para prejudicar a situação, um vizinho que mora bem próximo a escola alimenta os pombos pelo menos duas vezes ao dia, assim eles nunca vão deixar o local”, informou.

O biólogo do CCZ, Felipe Pinheiro, verificou o problema com os pombos na escola, mas informou que pode ser solucionado. Aproveitou o momento para orientar os comunitários.

“O objetivo do encontro foi informar a população sobre o animal pombo. Sua biologia, os fatores que favorecem sua presença, os cuidados para manejá-lo, quais as principais doenças causadas e o controle efetivo do animal, como deve ser feito. Vou emitir um parecer técnico para subsidiar a diretora para realizar uma alteração no ambiente, mudança de estrutura, pois esse é o principal controle que pode ser feito no momento. Encontrei, ainda, dois fatores importantes para a presença dos pombos, o primeiro é o fato de a escola ser o ponto mais alto do bairro e em segundo, um vizinho estaria alimentando os pombos, coisa que não deveria ser feita próximo a uma escola”, relatou.

Mãe da aluna Carla Vitoria, 9, a dona de casa Andreia dos Santos aprovou a iniciativa da palestra.

“Foi uma forma esclarecedora. Já sabia dos perigos dos pombos, mas o biólogo explicou ainda mais todos os cuidados que devemos ter e as doenças. Minha filha é alérgica, já passou mal por ter tido contato com a pena do pombo. Sabemos que a escola tem feito o máximo para retirar os pombos daqui, mas eles voltam pelo instinto”, disse.

Jacó Monteiro, que é pai de aluno, informou que sabe que seus filhos estão protegidos em sala de aula, mas que ficaria mais tranquilo se não houvesse mais pombo na área externa.

“Na parte de dentro, a escola fez o que poderia ser feito, lá não tem risco, mas do lado de fora eles ainda estão expostos. Já tentaram falar com o vizinho para ele parar de alimentar os pombos, mas ele é valente e disse que não queria conversa. Fica complicado”, relatou.

TEXTO: João Pedro Figueiredo

Secretaria Municipal de Educação (Semed)

Assessoria de Comunicação (92) 3632-2054