26/03/15 | 13:37
Prefeitura está aberta ao diálogo com os professores, diz secretária de Educação

A Prefeitura de Manaus tem buscado o diálogo e a valorização dos educadores, estabeleceu uma rede de negociação em cima de uma pauta apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) e, por determinação do prefeito Arthur Virgílio Neto, está retomando uma comissão paritária, envolvendo várias secretarias para analisar os impactos financeiros das propostas. A informação foi dada nesta quinta-feira, 26, pela secretária municipal de Educação, Kátia Schweickardt, que acompanhou o movimento de paralisação dos professores, nesta manhã.

Kátia informou que na terça-feira, 24, dia de sua posse na Semed, ela e o prefeito Arthur Neto conversaram com representantes do Sinteam, entidade com legitimidade para representar a categoria e que a Semed não foi procurada pelos representantes do manifesto desta quinta-feira para um diálogo ou apresentação de reivindicações antes do movimento.

“A prefeitura mantém-se aberta ao diálogo e vem executando medidas para a melhoria das condições de trabalho da categoria. Nós começamos as negociações em cima de uma pauta que o Sinteam nos apresentou. O Brasil está atravessando uma crise financeira muito grande e o município está dentro disso. Então, a gente não pode fazer coisas isoladas, sem olhar para o conjunto da situação”, defende a secretária.

Na avaliação dela, a paralisação, neste momento, é uma medida extrema. Kátia considera a greve um instrumento importantíssimo da democracia, mas que deve ser utilizado quando todos os canais de diálogo forem esgotados. “Pode ser que a coordenação desse movimento tenha considerado que, ao longo do tempo, os canais de conversa se fecharam, mas eu assumi a secretaria há dois dias e não estive, em nenhum momento, fechada para o diálogo”, disse.

Kátia ressaltou, ainda, que não pode concordar com um movimento de paralisação que deixou 71 escolas do município sem aulas. “Quando as nossas crianças e as famílias encontram a escola fechada, ficam completamente desassistidas. Isso atrapalha o dia de trabalho dos pais e atrapalha o processo de aprendizado dessas crianças”, finalizou.