03/12/22 | 12:30
Prefeitura de Manaus avança em projeto de robótica e realiza palestra sobre inteligência artificial a alunos da rede municipal

As primeiras unidades a receberem o curso são as escolas municipais Antônia Medeiros, no bairro Tarumã, zona Oeste; e São Sebastião II, na comunidade São Sebastião do Tarumãzinho, na zona ribeirinha. A aula começou com uma palestra sobre inteligência artificial e análise de dados.

O fundador da Nobre Academia, Éder Nobre, comentou a respeito da importância dessa parceria com a Prefeitura de Manaus, e a relevância educacional na mudança de vida desses alunos que fazem parte do programa.

“A startup nasceu aqui no Cassina, em fevereiro, no ‘Formação de Startups’, então eu vi como algo muito legal a gente finalizar com esta primeira turma aqui no Cassina, e vai ser muito interessante. Serão três sábados consecutivos, tipo um hackathon, em que as crianças serão divididas em equipes e elas vão montar os projetos: uma lixeira automatizada, um carro robô automatizado, um sensor de PH da água e um braço robótico, e será uma imersão nesses três sábados. Daremos todo o apoio e a gente agradece muito essa parceria com a prefeitura, para que isso fosse possível”, enfatizou Éder Nobre.

A abertura do terceiro módulo, que aconteceu no Casarão da Inovação Cassina, no Centro Histórico de Manaus, em frente à praça Dom Pedro II, contou com a palestra do fundador da startup Getter Inteligência Artificial, Rufo Paganini, que instruiu os 20 alunos das duas escolas a respeito de tecnologia, e sua importância para o futuro no mercado de trabalho.

“Estou muito feliz e honrado pelo convite, e não tenho dúvida que o digital é um meio de transformar histórias. Eu mergulhei nesse mundo e vim impulsionar esses garotos, mostrar a trajetória que os aguarda, e este é o meu grande propósito aqui hoje. Tenho visto a prefeitura se engajar com iniciativas de impacto e transformação, de uma forma cada vez mais ampla. É uma organização brilhante, e a tecnologia ela está permeando todas as áreas da sociedade, e ela ser fundamentada na base, lógica, estrutura, é incrível e transformador”, explicou Rufo.

Esse é um projeto-piloto, que está sendo realizado com a primeira turma, e tem proporcionado estudo nas áreas da robótica, programação, informática, robótica industrial, entre outras áreas da tecnologia e de desenvolvimento do raciocínio lógico, para estudantes de escolas municipais localizadas em áreas afastadas da região central, sendo 15 da zona Oeste e outras cinco de descendência indígena, da etnia baré.

Para o secretário da escola São Sebastião II, no Tarumã Mirim, na área ribeirinha, e representante da aldeia Baré, Jair Melgueiro, essa inclusão é um diferencial na educação.

“Esse projeto é muito importante porque vai alcançar e promover a tecnologia junto aos povos tradicionais, e graças a ele, pôde chegar a nossa comunidade e impactar os povos tradicionais, em especial a aldeia Baré, porque alavanca muito o conhecimento dessas crianças e cria uma perspectiva diferenciada”, comentou o representante da aldeia.

O objetivo é que ao final do curso, os jovens de 11 a 16 anos estejam estagiando ou no primeiro emprego na área da tecnologia, informática ou robótica, expectativa reforçada neste módulo prático, em que os mesmos alunos irão desenvolver sensores, braços robóticos, carros a controle remoto e outros equipamentos, além dos programas que já aprenderam a utilizar, e a linguagem de programação, durante os dois módulos anteriores.

Para os alunos Quesia Karina Sales e Flávio da Silva, todo esse processo de aprendizado tem um grande diferencial na vida deles.

“No início a gente já gostou, porque era algo que não tinha ideia e a gente já começou com atividades. Aprendemos muito, os professores sempre comunicativos, e agora começando a parte prática, a mais legal. Esse é um teste para a gente, que somos a primeira turma, e já estamos pensando em ajudar as próximas turmas”, explicou Quesia.

“Esse processo foi bem legal, bem explicativo, e pelo o que eu entendi, vamos colocar todo nosso conhecimento na prática agora, trabalhando com os robôs, e esses projetos aí, já que eu quero ser designer gráfico,  já estou pensando no futuro. A tecnologia tem a ver com isso, e já sei programação”, finalizou Flávio.

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Texto – Maryane Maia / Semcom

Fotos – João Viana / Semcom