02/03/16 | 13:47
Jiu-jítsu adaptado é destaque em aula inaugural do Projeto ‘Aprender, Conviver e Lutar’

RA - PROJETO CONVIVER E LUTAR (8)Técnicas especiais e inéditas no Brasil estão sendo aplicadas no ensino do jiu-jítsu adaptado para alunos com necessidades especiais atendidos pela rede municipal de Educação de Manaus. A metodologia inovadora foi apresentada nesta quarta-feira, 02, durante a aula inaugural do Projeto ‘Aprender, Conviver e Lutar’ de 2016.

Além dos alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, o projeto também está voltado para a educação inclusiva, desenvolvida no Complexo Municipal de Educação Especial (CMEE) André Vidal de Araújo, localizado na Vila Amazonas, zona Centro-Sul.

Aula Inaugural do Projeto Aprender, Conviver e Lutar - André Vidal - Fotos Rodemarques (25)Alunos portadores de paralisia cerebral participaram da primeira aula do projeto no ano, que foi acompanhada de perto pela secretária municipal de Educação, Kátia Schweickardt.

Ela destacou os valores adquiridos pelos alunos que participam do projeto. “Essa metodologia ativa a capacidade cognitiva, trabalhando valores que o esporte traz, como a solidariedade e fraternidade”, ressaltou.

O projeto é coordenado pela Divisão de Apoio a Gestão Escolar (DAGE) do setor de Educação Física, da Secretaria Municipal de Educação (Semed), e será ampliado este ano para atender mais de mil alunos em nove escolas.

Aula Inaugural do Projeto Aprender, Conviver e Lutar - André Vidal - Fotos Rodemarques (28)De acordo com o coordenador do ‘Aprender, Conviver e Lutar’, Ronnie Melo, o objetivo é levar os ensinamentos das artes marciais em parceria com o pedagógico das escolas.

“Nossa proposta é implantar a metodologia do ensino focado no desenvolvimento do aluno, em parceria com professores de outras disciplinas para fortalecer o nosso trabalho de inclusão social. Essa é uma oportunidade para o aluno aprender uma arte marcial e se desenvolver”, informou.

Para a dona de casa Maria Barros da Cunha, os alunos que participam do projeto tem tudo para melhorar a convivência social. Ela acompanha o neto David Barros de Albuquerque, 10, diagnosticado com grau leve de autismo.

“É muito importante essa atividade para eles, pois a criança rende com um esporte desse tipo. Estou muito feliz porque o David está participando. Ele já melhorou muito aqui na escola e espero que melhore ainda mais participando desse projeto”, relatou.

De forma simples, o aluno David Barros contou o que aprendeu com a primeira aula. “Aprendi na aula de hoje a brincar e a lutar. Foi legal”, contou empolgado.

 

Texto: João Pedro Figueiredo

Fotos: Rodemarques Abreu

 

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