02/12/16 | 14:13
Escolas de Educação Infantil da DDZ Oeste participam de jogos de origem africana

JOGOS ORIGEM AFRICANA 2Em comemoração ao Dia da Consciência Negra, celebrado no Brasil em 20 de novembro, a Divisão Distrital Zonal (DDZ) Oeste promoveu, na manhã desta sexta-feira, 2, na quadra da Escola Municipal Rodolpho Valle, no bairro da Redenção, a quarta edição dos Jogos de Origem Africana (Joafri). Na ocasião, 40 crianças de 3 a 5 anos, de sete escolas da Secretaria Municipal de Educação (Semed) participaram da atividade.

A competição foi disputada em duas modalidades: cabo de guerra – conhecido na África como Pengo Pengo e praticado, segundo estudos, desde antes de Cristo – e o tiro ao alvo, chamado de Guerra Uriziga. A Assessora de educação física da DDZ Oeste, Josiane Valle, explicou que os Jogos atendem uma orientação da Lei 10.639/2003, que versa sobre o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas públicas do país. Além disso, segundo ela, a atividade auxilia no desenvolvimento psicomotor das crianças.

“Nós queremos ensinar a nossa origem. Nós somos uma raça mista, portanto, temos que entender as diversas culturas que nos rodeiam e parar com certos preconceitos. A criança só aprende o que é ensinado e isso é uma forma de ensiná-los a origem delas. Do ponto de vista esportivo, eles ganham no equilíbrio, força e desenvolvimento psicomotor no geral”, disse.

Atividades

JOGOS ORIGEM AFRICANAPara o cabo de guerra, foi montado um tatame e cada equipe tinham cinco competidores. Vencia quem fazia o adversário andar um metro de distância com a corda nas mãos. Já no tiro ao alvo, um arco foi amarrado no barbante da trave e o objetivo do jogo era arremessar uma lança dentro da circunferência.

Após três rodadas de disputas, o time do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) João Aparecido venceu o torneio do cabo de guerra. O pequeno Francisco Erick Lobo, de 5 anos, contou como foi participar da atividade.

“Eu tinha brincado de cabo de guerra e gostei muito. Você tem que puxar até passar para fora do quebra-cabeça (tatame) e aí você vence. Nós vencemos três vezes”, contou.

A Pedagoga do CMEI Raimundo Figueiredo, Elizabete Lima, acompanhou as crianças de sua escola na atividade. Ela contou que durante o mês de novembro a escola promoveu atividades para ensinar a importância dos negros na construção da cultura brasileira. Para ela o Joafri é um complemento do trabalhado da unidade de ensino.

“Nós trabalhamos a consciência critica das crianças e o respeito pela diversidade. Apesar da gente saber que a educação vem de casa, a escola fortalece a questão da disciplina, do respeito ao próximo, do respeito à cultura do outro. Tem toda uma questão pedagógica neste trabalho para que eles se desenvolvam de forma plena”, observou.

 

Texto: Thiago Botelho

Foto: Lton Santos

 

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