31/05/16 | 15:53
Escolas da zona Rural de Manaus debatem melhorias para a educação do campo

31-05-16-melhorias para a educação do campo Foto Lton Santos (1)Em ação inédita, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) está discutindo com professores, pais e alunos, a construção de uma proposta pedagógica específica para escolas do campo. Atualmente, a rede municipal de ensino possui 83 unidades de ensino na zona rural e aproximadamente 700 professores, que atendem 13.019 alunos.

Na manhã desta terça-feira, 31, 200 profissionais do magistério de escolas localizadas na zona rodoviária se reuniram na Escola Municipal Maria Leide Amorim, localizada na BR-174, em uma das cinco etapas do pré-fórum. Na ocasião, foram discutidas temáticas a serem incluídas nas propostas que serão apresentadas no 1º Fórum Municipal de Educação do Campo, no dia 22 de julho. A ideia é utilizar os pré-fóruns para organizar a construção coletiva de proposta pedagógica específica para as escolas situadas em zonas rural e rodoviária da rede municipal de ensino.31-05-16-melhorias para a educação do campo Foto Lton Santos (5)

“Nós estamos organizando uma proposta pedagógica para a educação do campo. Não queremos que a educação urbana venha para o campo e, sim, que haja educação do campo no campo. Esse momento é muito importante, de construção e é uma conquista para a secretaria”, afirmou a chefe da Divisão Distrital Zonal (DDZ) Rural, Edilene Pinheiro, reforçando que a educação do campo precisa ter suas especificidades entendidas, já que difere da educação urbana.

Durante o pré-fórum, os participantes foram divididos em grupos de trabalho onde discutiram temáticas como: gestão pedagógica; planejamento de ações pedagógicas; gestão participativa; gestão de infraestrutura, entre outras.

31-05-16-melhorias para a educação do campo Foto Lton Santos (2)Professora da Escola Municipal Solange Nascimento, na BR-174, Letícia Veras, contou que trabalha há oito anos da zona rural e sempre desejou que houvesse uma proposta pedagógica específica. “Todos os anos a gente enfrenta as diversidades que existem na educação rural. O calendário é um exemplo. No Rio Negro, temos que atender o período de cheia e vazante dos rios, e lá começamos as aulas em janeiro. Com isso, enfrentamos problemas de remoção de professores. Então, é muito importante que haja um olhar diferenciado para zona rural”, observou.

A assessora de Educação para Questões do Campo da Semed, Valdileia Pereira, explicou que a elaboração de uma proposta específica para educação do campo atende as diretrizes do Plano Nacional e Municipal de Educação, instituído em 2015. “A Semed instituiu um comitê só para pensar a educação do campo, e nesse processo é que estamos realizando esses pré-fóruns que irão culminar com o Fórum Municipal em que a gente vai fechar uma proposta específica para educação do campo”, explicou informando que a categoria terá diários de classe específico, ordenamento e organização específica.

 

Texto: Thiago Botelho

Fotos: Lton Santos / Semed

 

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