17/05/16 | 15:16
Escolas da Zona Norte fazem caminhada contra exploração sexual infantojuvenil

17-05-16-caminhada contra exploração sexual-fotos Assessoria (1)Com cartazes e palavras de ordem, mais de 400 alunos das escolas municipais Marly Garganta, Carmen Hagge, Aracília Almeida, Ducinildes Dias, Ana Sena e Paulo Herban, todas localizadas na zona Norte de Manaus, percorreram ruas do conjunto Terra Nova, chamando a atenção dos comunitários sobre a importância do combate à exploração infantil, na manhã desta terça-feira, 17. A ação foi em alusão ao Dia Nacional de Combate à Violência Sexual Infantojuvenil, celebrado no país nesta quarta-feira, 18.

As atividades sobre a temática estão sendo realizadas em todas as 494 escolas da rede municipal de ensino, impactando os mais de 232 mil estudantes. Além das passeatas, estão sendo oferecidas palestras aos pais sobre a temática e estudos sobre o assunto com os alunos em sala de aula, por meio de vídeos, peças teatrais e fantoche.

17-05-16-caminhada contra exploração sexual-fotos Assessoria (2)A coordenadora de Ações de Prevenção à Violência Infantojuvenil da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Eliana Hayden, explicou que as ações lúdicas realizadas nas unidades de ensino ajudam a observar as crianças que já foram violentadas e também ensiná-las a se protegerem. “Esses trabalhos nas escolas são muito importantes porque são neles que as crianças revelam que elas sofrem violência. Elas se identificam quando são feitos os trabalhos lúdicos e mostram o que sofrem”, disse.

Hayden assegura que os professores da rede estão aptos a entender e fazer os encaminhamentos necessários. “Todas nossas atividades são de prevenção, mas nesse trabalho também são identificadas crianças com seus direitos violados. A ideia é que elas primeiro se protejam e depois percebam que estão sendo vítimas e se manifestem”, orientou.

17-05-16-caminhada contra exploração sexual-fotos Assessoria (3)De acordo com a diretora da Escola Municipal Carmen Hagge, professora Maria Ducineia da Silveira, a caminhada percorreu cinco ruas do entorno de sua unidade de ensino, com duração de 45 minutos, quando foram entregues panfletos com orientações aos moradores. Segundo ela, é papel da educação trabalhar temas sociais no ambiente escolar. “É uma temática presente no dia a dia da comunidade escolar. Temos tido momentos de conversas com pais e crianças que passaram ou estão passando por essa problemática. E vejo que a escola, com seu papel de educação e sensibilização, não pode fechar os olhos para isso. É necessário trabalhar essa temática, orientar as crianças para que quando acontecer casos de serem abusadas ou tentativas de abuso, se manifestem e não fiquem com medo de denunciar”, alertou ao destacar que é papel da escola orientar, buscando os meios de sensibilizar a comunidade.

A diretora observa, também, que alunos que passam por esse tipo de agressão ficam envergonhados, não têm desejo de frequentar a escola e como consequência é prejudicado nos estudos. “A criança passa a faltar à escola, fica com medo do que os colegas vão pensar, mesmo que o problema não seja revelado. A criança se fecha, não quer mais estudar porque pensa que todos vão estar olhando para ela. Isso causa prejuízos emocionais e cognitivos de aprendizagem, já que muitas vezes ela retrocede em sua aprendizagem devido ao que viveu. Infelizmente, nós já tivemos casos aqui na escola”, lamentou.

 

Texto: Thiago Botelho

Fotos: Divulgação

 

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