21/08/15 | 17:06
Escola Municipal Honorina Vasconcelos realiza Jogos adaptados para estudantes da unidade

IMG_8326Como mecanismo de inclusão, a coordenação pedagógica da Escola Municipal Honorina de Azevedo Vasconcelos, localizada no São José, zona Leste, realizou o 1º Jogos Adaptados 2015. A abertura do evento aconteceu na manhã desta sexta-feira, 21, no ginásio da escola. Os jogos contam com a participação de 810 alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) especial.

Os jogos adaptados vão até o próximo dia 27. Os alunos da unidade de ensino participam de atividades criadas especialmente para o evento, como futebol com vendas, vôlei sentado, tiro ao alvo com venda, corrida com guia e revezamento.

Jogos Adaptados. EM. Honorina Vasconcelos. Fotos Cleomir (5)O objetivo dos jogos é proporcionar ao aluno condições para que se conscientize da necessidade de respeito entre todos por meio do reconhecimento da aplicação dos direitos e deveres de cada um, formando valores éticos e morais para o exercício de sua cidadania tanto no âmbito familiar quanto escolar.

De acordo com a diretora da escola, Gleide Maia de Lima, o evento surgiu da necessidade da escola com o trabalho em classes especiais, além do respeito da comunidade escolar com os alunos portadores de deficiência. Para a educadora, os jogos vão proporcionar uma integração de toda a comunidade escolar.

“Nós queremos que os alunos façam a interação entre os seus colegas deficientes, para se sentirem como é enfrentar as dificuldades do dia a dia. Esperamos que os nossos alunos possam se conscientizar do respeito entre eles. Muitas vezes se coloca o aluno com deficiência como coitadinho, mas ele tem condição para desenvolver qualquer atividade, desde que seja adaptado a sua deficiência”, completou.

Jogos Adaptados. EM. Honorina Vasconcelos. Fotos Cleomir (14)O aluno da 2ª fase da EJA especial vespertino, Silvio Patrick Rocha de Souza, 20, portador da deficiência múltipla, está animado para participar dos jogos de futebol com venda.

“Espero jogar com todos os colegas da escola e interagir com eles. Considero uma boa ideia da escola a realização, porque nós que somos especiais e deficientes, achamos muito legal. Espero fazer o melhor nos jogos, mas principalmente de poder ficar com outros alunos não deficientes”, disse.

Victor Daniel Praia Gomes, 9, é aluno do 3º ano matutino da escola. Segundo ele, que ficou dois meses andando de cadeiras de rodas, depois de um acidente, sabe muito bem como é ter um corpo limitado, por isso valoriza seus colegas especiais.

“Já tive um problema nas minhas pernas depois de uma queda. Tive que ficar em uma cadeira de rodas por dois anos. Minha família me incentivou a voltar andar. Por isso, sei como são as dificuldades dos meus colegas deficientes. Os jogos vão ser bons para todos da escola, porque não pode ter discriminação alguma entre todos nós”, explicou.

Os jogos vão atender os alunos com deficiência física, múltiplas, intelectual e auditiva, mas todos os alunos podem interagir em uma das seis atividades dos jogos adaptados.

Texto: Paulo Rogério
Foto: Cleomir Santos

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