16/12/14 | 13:50
Escola municipal encerra ano letivo com cantata de Natal regionalizada

Os alunos da Escola Municipal Jornalista Sabá Raposo regionalizaram o auto de Natal. Nesta terça-feira, 16, para contar a história do nascimento de Jesus, o Oriente Médio deu lugar à floresta amazônica, os reis magos deram lugar aos caboclos ribeirinhos e ao invés de estábulo e manjedoura, Maria deu a luz em um tapiri.  A atividade marcou o encerramento do ano letivo da unidade localizada no Conjunto Manoa, zona Norte.

O auditório da escola se transformou em um teatro. O cenário inseria os presentes no contexto regional, com araras, tucanos, papagaios, cobras e o Rio Amazonas, tudo montado para compor a peça que teve a atuação de 150 alunos do 1º e 2º do ensino fundamental.

A história do nascimento de Cristo não fugiu à mensagem contida na Bíblia, apenas mudou a localidade e alguns elementos. Maria e José foram realizar o recenseamento demográfico em outra cidade, mas neste contexto utilizaram a canoa como meio de transporte. Os reis magos foram guiados por aves e os presentes entregues ao menino foram: cacau, farinha e peixe. O Rei Herodes, que mandou matar Jesus, aqui era um curupira, figura folclórica da mata conhecido por ter os pés virados para trás.

O enredo regionalizado, de acordo com a diretora da escola, Fanny de Oliveira, teve o intuito de homenagear o poeta e escritor Celdo Braga. Inclusive todas as canções cantadas pelo coral são de autoria do artista amazonense e fazem parte do CD do Grupo Imbaúba.

“A ideia foi mesmo regionalizar a história do Natal e fazer uma homenagem ao Celdo Braga. Mostramos como se Jesus tivesse nascido aqui em nossa região amazônica. Todas as nossas atividades este ano foram para valorizar nossa região e nossa cultura. Dessa forma, pensamos em fazer assim também com o Natal, no nascimento de Jesus”, explicou.

Os pais prestigiaram o evento e disputavam espaço para tirarem fotos e filmarem seus filhos durante a apresentação. A assistente social Elen dos Santos, mãe do aluno Gustavo dos Santos, de sete anos, registrou todos os 45 minutos da peça e ficou emocionada com o que viu.

“Eu achei a história muito bonita. Eles misturaram um pouco de menino Jesus com Jesus caboclo. Foi um encanto. Eu achei lindo. Para mim, em especial, foi gratificante e ao mesmo tempo emocionante ver meu filho participando”, afirmou. “Eu gostei pelo fato de as crianças poderem conhecer a nossa cultura, a cultura da Amazônia”, acrescentou.

A vendedora Rosilene da Silva, mãe de Ruan da Silva, de sete anos, que na peça fez o pescador, afirmou que nunca tinha vista um Natal encenado e comemorado desta maneira.  “Já vi várias cantatas de Natal, mas Natal amazônico foi a primeira vez e confesso que achei muito interessante e bonito. Foi tudo muito criativo”, disse.

Cenário

O cenário montado no auditório da escola, as roupas e objetos usados foram produzidos pelos alunos com materiais recicláveis. O idealizador e executor foi o professor Willys Siqueira. Ele conta que os pais levaram para a escola isopor, garrafas pet, papelão e que com esse material que vivaria lixo, foi possível criar cada detalhe da decoração.

“A ideia de fazer a cantata regional partiu dos professores e a partir do tema nós desenvolvemos a confecção do cenário. Eu tive muito apoio dos pais nesse momento e em 15 dias conseguimos concluir tudo. Com certeza, o esforço valeu à pena. Ficou tudo muito lindo e os pais adoraram”, comemorou.

 

TEXTO: THIAGO BOTELHO

FOTOS: CLEOMIR SANTOS/Semed

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