02/12/16 | 14:28
Escola Municipal Dalvina Silva realiza encerramento de atividades do mês da Consciência Negra

Culminância mês da consciencia negra. EM. Dalvina Oliveira. Fotos Cleomir (9)Cerca de 1.200 alunos do 6º ao 9º ano, do Ensino Fundamental, dos turnos matutino e vespertino, da Escola Municipal Professora Dalvina Silva de Oliveira, localizada no bairro Riachuelo, zona Oeste, participaram do encerramento da programação alusiva ao mês de conscientização da Consciência Negra, nesta sexta-feira, 2.

A programação contou com a visitação dos pais, responsáveis e convidados as salas temáticas com exposição sobre o êxodo africano, linguagem afrodescendente, esporte e arte, musicalidade afro, religiosidade, abordagem sobre preconceito e racismo e comidas típicas, além de apresentações culturais no pátio da escola.

“Fica de resposta à sociedade que as escolas municipais, em especial a nossa escola Dalvina Silva, estão fazendo o seu papel social. Estamos trabalhando muito a questão do bullying, do preconceito racial, entre outras questões. Os alunos gostaram da temática e os pais também aprovaram a proposta. Nós abraçamos não somente a questão afro, mas também a todas as religiões”, comentou o diretor, José Francisco.

Culminância mês da consciencia negra. EM. Dalvina Oliveira. Fotos Cleomir (11)A aluna do 9º ano, Neilandreia Reis do Nascimento, 15, disse que aprendeu sobre a escravidão negra no Brasil e como os negros eram tratados como cidadãos de segunda classe. Ela lamentou que ainda hoje ocorra casos de racismo.

“Nós devemos lutar e ensinar aos nossos filhos a não terem esse preconceito, porque somos todos iguais, a única coisa que muda é a cor da nossa pele. Com isso, não haverá tanta violência, pois todos nós somos seres humanos e devemos sempre ter respeito uns pelos outros”, contou.

A doméstica Kellen dos Santos Oliveira, 29, mãe da aluna do 6º ano, Karine Oliveira de Lima, 12, afirmou que a consciência tem que começar na escola, por isso, elogiou a iniciativa das professoras e do gestor sobre a abordagem do tema.

“É muito bom colocar esse tema para os alunos da escola sobre a conscientização, pois no século que vivemos tem ainda muito preconceito e racismo contra a nossa cor. Muitas pessoas ainda tem a mente fechada por serem preconceituosa. Essas discussões vão quebrando protocolos”, disse.

 

Texto: Paulo Rogério Veiga

Fotos: Cleomir Santos

 

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