21/11/18 | 17:39
Escola municipal da zona Leste realiza atividade de promoção à diversidade cultural

Durante todo ano de 2018, a Escola Municipal Themístocles Gadelha, localizada no Jorge Teixeira, zona leste de Manaus, trabalha a diversidade cultural com os aproximadamente 1,3 mil estudantes matriculados na unidade, por meio do projeto “A diversidade na construção da identidade cultural”. Nesta quarta-feira, 21/11, aconteceu a culminância do projeto com palestras, apresentações culturais e a tradicional sala temática.

Desde 2013, o projeto começou a ser desenvolvido na unidade com o objetivo desconstruir preconceitos em sala de aula, aprendendo algo novo e desenvolvendo a consciência de viver com o próximo o diferente. Neste ano, além de trabalhar com as tradicionais religiões Umbanda e Candomblé, também contaram a história religiosa e cultural do povo Malê, que foi um grupo africano que professava a religião islâmica, que foi escravizado e trazido para o Brasil.

A professora de geografia Janete Souza conta que a ideia de desenvolver esse trabalho aconteceu quando se notou a necessidade de trabalhar as diferentes correntes culturais, que influenciaram na formação da população amazonense.

”Começou com um projeto onde enfatizávamos as duas culturas na formação do povo amazonense. Depois desses cinco anos, nós lançamos o projeto com o nome “A diversidade na construção da identidade cultural”, valorizando a cultura afro-brasileira onde, além dos trabalhos sobre a vinda dos escravos, abordamos sobre a vida nos engenhos, culinária, personalidades negras e a religiosidade”.

Esses quatro aspectos, são trabalhados na sala temática, onde os visitantes podem acompanhar o trabalho de pesquisa realizado pelos estudantes de todas as fases da escola, desde o 6º ano até a Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Esse ano estamos trabalhando com todas as turmas de todos os turnos da escola e esse projeto tem a ideia de valorizar nossa cultura, desenvolver o respeito”, conta a gestora da unidade, Daniele Santos.

Ela acrescenta que, no início, era complicado trabalhar essas questões por conta das diferentes religiões professadas pelos estudantes, que viam com dificuldade essa mistura. “No início foi difícil porque as pessoas acham que trabalhar a cultura afro-brasileira é incitar determinadas religiões dentro da escola e a intenção do projeto é conhecer para respeitar. Trabalhamos de várias formas desde o início do ano, que culminou nesse evento de hoje, com diversos trabalhos desenvolvidos pelos alunos”.

Um grupo de alunos dançou a “Consciência Negra”, do boi bumbá Garantido. Uma das alunas do 8° ano, Esteliane Costa, contou que para essas apresentações costumam chamar os alunos que são mais interessados. Para ela, a oportunidade vai além do aprendizado.

“A professora escolhe os mais focados, que fazem um bom trabalho e nos esforçamos para fazer uma boa apresentação. Esse projeto é ótimo porque ensinamos e aprendemos, ao mesmo tempo, a valorizar e respeitar a cultura afro-brasileira”.

 

Texto: Alexandre Abreu

Fotos: Lton Santos/ Semed

 

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