29/11/17 | 9:27
Escola Municipal Antônio Matias realiza evento em comemoração ao Dia da Consciência Negra

Como parte das festividades em comemoração ao Dia da Consciência Negra, celebrado no dia 20/11, a Escola Municipal Antônio Matias Fernandes, localizada no bairro Flores, zona Centro-Oeste de Manaus, realizou nessa segunda-feira, 27/11, a apresentação das ações que foram desenvolvidas durante todo o mês de novembro nos três turnos da escola sobre o tema.  Foram envolvidos nas atividades todos os alunos da unidade, que atende estudantes do Ensino Fundamental anos finais e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

O evento contou com a participação de importantes nomes do movimento de luta contra o preconceito racial e intolerância religiosa como Pai Abner, Pai Luís e Mãe Flor, que participaram de um bate papo respondendo a muitos questionamentos dos alunos.

Ao longo do dia aconteceram apresentações do Coral em libras com a música “Olhos coloridos” de Sandra de Sá, pequenas dramatizações com críticas ao preconceito, dança com alunos do projeto Novo Mais Educação, culinária negra em um jantar recheado de iguarias como vatapá com arroz e mungunzá. Além dessas apresentações, foram homenageadas personalidades negras como Clementina de Jesus, Dayane dos Santos, Barack Obama, Chico da Silva e Márcia Siqueira.

Quem esteve presente pode, ainda, visitar os trabalhos expostos e produzidos pelos alunos orientados pelos professores de artes, ensino religioso, história, geografia e língua portuguesa, em um trabalho interdisciplinar que envolveu todas essas disciplinas, trabalhando conjuntamente o tema.

Um dos trabalhos de destaque foi o desenvolvido pelas alunas do oitavo ano Aline Souza de Almeida e Rebeca Souza Xavier. A partir de uma proposta da aula de história, elas fizeram uma visita de campo no segundo quilombola urbano reconhecido do Brasil, o Quilombo do Barranco de São Benedito, localizado no bairro da Praça 14 de Janeiro, em que entrevistaram as lideranças locais e construíram um pequeno informativo chamado “Todos”, para dividir a experiência com os demais colegas.

Segundo a apresentação das alunas, o objetivo foi conhecer para poder entender, como destacou Aline. “Muita gente tem preconceito porque não conhece, não procura se informar”, destacou.

Na visão do gestor da escola, Rodrigo Fróes, que é historiador de formação e foi um dos idealizadores do dia temático, não basta a criação de leis para reconhecimento da diversidade, outras ações afirmativas são necessárias. “É preciso motivar professores e alunos para o debate acerca das minorias, levantar o debate sobre a consciência negra é uma forma de valorizar o patrimônio histórico e cultural afro-brasileiro dentro das escolas. O sistema educacional tem o papel de desconstruir estereótipos, por isso realizamos o mês inteiro de debates”, concluiu o gestor.

 

Texto: Alexandre Abreu

Fotos: Divulgação/ Escola

 

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