22/10/14 | 14:44
Educadores da Semed participam da segunda formação do Pnaic na Ufam


Mais de 60 educadores da Secretaria Municipal de Educação (Semed) participam até esta quinta-feira, 23, da segunda formação do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic). O curso iniciou na última segunda-feira (20), e acontece na Faculdade de Estudos Sociais, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Os formadores responsáveis pela orientação de professores e pedagogos são da Semed, Ufam e da Secretaria do Estado da Educação (Seduc). As aulas abordam o estudo da linguagem e alfabetização matemática. Na oportunidade, os educadores estão no chamado caderno 4, com ênfase em Operações na Resolução de Problemas, Educação do Campo e Educação Inclusiva.

A coordenadora do ambiente virtual do Pnaic da Ufam, Kleomara Cerquinho, explica como é feito o desenvolvimento da formação com os educadores, que terão informações importantes para conhecimento pedagógico e posterior aplicação na sua devida unidade de ensino do município.

 “O Pnaic vem trazendo a visão de ciclo, que as escolas não tinham aceitado como prática. O pacto vem trabalhando do 1º ao 4º ano, onde temos esse trabalho com os alfabetizadores, que iniciou primeiro com linguagem, mas agora estamos na matemática. Isso vai se estender, mas de acordo com que se atua do 1º ao 4º ano. Cada encontro que os educadores participam conosco, eles têm uma sala virtual de atividade, têm todo material e uma série de atividades, junto com o observador”, completou.

A professora Maria Eliza da Gama Ledo, da Escola Municipal Joaquim da Silva Pinto, localizada no Aterro do 40, bairro Crespo, zona Sul, participa das formações do Pnaic, desde o ano passado.

“O que aprendi na formação é que encontramos em sala de aula uma heterogeneidade de nível de conhecimento dos alunos. Às vezes, para o professor que não tem esse embasamento, torna-se difícil para ele pegar um grupo de criança, que evoluiu mais na escrita e outro mais na oralidade. Na formação, estamos aprendendo como fazer uma sondagem no primeiro momento das crianças, o que elas trazem de conhecimento e como o professor pode fazer as intervenções na parte da oralidade, além de trabalhar a questão da ludicidade, em que com o jogo a criança também aprende”, definiu.

Outra educadora que participa desde ano passado da formação, é a pedagoga Elene Galucio Costa, da Escola Municipal Raimundo Theodoro Bottinely, no Riacho Doce 2, zona Norte. Segundo ela, além de participar do encontro com outros colegas, tem adquirido muito conhecimento sobre a metodologia do Pnaic.

“O Pnaic tem contribuído bastante em nosso fazer pedagógico, mas não só pelas informações, porque junto vem todo material, com jogos e livros didáticos para sala de aula. Nós aprendemos nas formações, a teoria e a prática, muito diferente em outras formações, que é somente teoria. O pacto nos trouxe a possiblidade de como fazer na escola o letramento, como aplicar tais teorias em sala de aula com os alunos. É importante buscar estratégias para depois colocar em práticas as metodologias. As formações nos levam a refletir de como aplicar o ensinamento com o alunado” analisou.

 Formação

Em junho, os educadores da Semed participaram de uma formação inicial sobre a metodologia do Pnaic, na Faculdade de Estudos Sociais da Ufam, com foco na “Organização do Trabalho Pedagógico”. Depois disso, houve o primeiro encontro, abordando o tema “Construção do Sistema de Numeração Decimal”.

O terceiro encontro deve ocorrer em novembro, também na Faculdade de Estudos Sociais da Ufam.

 

 

 

PNAIC

O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa é um compromisso formal assumido pelos governos federal, do Distrito Federal, dos Estados e municípios de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do Ensino Fundamental.

Alfabetização

Aos 8 anos de idade, as crianças precisam ter a compreensão do funcionamento do sistema de escrita; o domínio das correspondências grafofônicas, mesmo que dominem poucas convenções ortográficas irregulares e poucas regularidades que exijam conhecimentos morfológicos mais complexos; a fluência de leitura e o domínio de estratégias de compreensão e de produção de textos escritos.

 

Texto: Paulo Rogério Veiga

Fotos: Cleomir Santos

 

 

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