28/09/18 | 16:54
DDZ Norte realiza etapa distrital de Feira de Ciências

Trinta de Cinco escolas da Divisão Distrital Zonal (DDZ) Norte participaram da etapa distrital da VI Feira de Ciências da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Esse ano a Escola Municipal Heleno Nogueira, localizada no bairro Colônia Terra Nova, na zona Norte de Manaus, recebeu os stands que, em 2018, trabalham questões relacionadas à sustentabilidade, desde a Educação Infantil até a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

A feira apresentou uma diversidade de temas relacionados às questões sustentáveis como reciclagem, hortas escolares, reutilização dos recursos hídricos, combate a desperdício. Esses projetos, além de serem apresentados no evento, também são aplicados efetivamente nas escolas.

A assessora de tecnologia da DDZ, Kelly Ojopi, conta que a seleção dos projetos aconteceu nas escolas, sendo escolhidos os principais trabalhos de cada unidade. “As etapas aconteceram no período de abril a agosto. Cada escola selecionou seu projeto internamente e mandou um representante hoje”.

A gerente de tecnologia educacional da Semed, Aldemira Câmara, conta que esse é um momento em que as crianças e os professores trazem projetos que estão fazendo diferença no chão da escola e estão contribuindo para o desenvolvimento de todas as disciplinas.

“Daqui serão selecionados os que vão participar da Feira de Ciências da secretaria em novembro. Esse ano trouxemos a questão sustentável, pensando em resolver problemas sociais, educacionais e ambientais”.

Um dos trabalhos expostos foi o do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Eunice Serrano, que trabalha com coleta seletiva e reciclagem entre os alunos de 4 e 5 anos. A professora responsável pelo projeto, Elenir Rocha, aponta que trabalhar o tema com as crianças é importante por desenvolver essa consciência nelas, que multiplicam a ideia em suas casas.

“É um trabalho que já tínhamos feito antes e as crianças adoraram a prática de cuidar mais do meio ambiente. Trabalhamos primeiro a lixeira seletiva e vimos que deu muito certo, tanto que eles começaram a ensinar para os pais como usar as lixeiras”.

Ela ainda acrescenta que esse projeto levou ao trabalho de reaproveitamento de lixo e que a nova empreitada da escola será trabalhar com horta, utilizando material reciclado e reaproveitando resíduos e água.

Outro projeto de destaque é o de Cordel e Xilogravura da Escola Municipal João Goulart, feito por alunos da EJA. A ideia surgiu a partir da leitura de J. Borges, um artista da literatura de cordel e xilogravura. A professora Maria Lucia de Silva lembra que esse trabalho utilizou da plataforma de ensino da Google e foi orientado pela vivência de cada um.

“Resolvemos fazer esse trabalho com eles baseado na própria história de vida e faríamos em forma de cordel. E utilizando a metodologia do ensino híbrido, conseguimos desenvolver o trabalho”.

Para José Ivanildo Barbosa, 47, voltar a estudar e ter essa oportunidade foi importante. “Agora com 47 anos resolvi voltar a estudar, já que a tecnologia avançou e quem não estudou fica para trás. Esse trabalho tem me ajudando muito, estou melhorando na leitura e escrita”, finaliza.

 

Texto: Alexandre Abreu

Fotos: Cleomir Santos

 

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