26/08/14 | 15:41
Cinco modalidades abrem o primeiro dia de disputas do Jaavas

Natação, golbol, futsal, bocha e queimada foram as modalidades disputadas nesta terça-feira, 26, primeiro dia de competição dos Jogos Adaptados André Vidal de Araújo (Jaavas). As disputas foram realizadas no Centro de Convivência Magdalena Arce Daou, na Compensa, zona Oeste, e no Complexo Municipal de Educação André Vidal, no Parque 10, zona Centro-Sul.

Na queimada, o duelo entre a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) Manaus e o Complexo Municipal de Educação André Vidal foi acirrado.

Todos os competidores tinham deficiência auditiva e a torcida, em respeito, permaneceu calada. A cada ponto, os presentes levantavam os braços e balançavam as mãos, gesto que representa o aplauso na Linguagem Brasileira de Sinais (braile).

Segundo Eldo Cabral, um dos coordenadores do Jaavas, a competição não tem vencedor. Todos são campeões e recebem medalhas de participação. A ideia é promover o lado social dos alunos.

“Temos nos jogos alunos com diversas deficiências. Síndrome de down, paralisia cerebral, entre outras. Aqui, trabalhamos a união deles, a confiança e também a parte física. É muito prazeroso para os participantes”, disse.

A alegria no rosto dos alunos expressava a satisfação deles em participar dos jogos. Rafael Rocha, 18, tem deficiência intelectual. Do time do André Vidal, ele foi o maior pontuador durante a partida. Sem modéstia, afirmou que é o melhor da equipe. “Sou muito bom, por isso que nós ganhamos. Fiquei feliz e meus amigos também”.

Já Marcelo da Silva, colega de Rafael, disse que só estava no time de queimada para “quebrar um galho”. Ele afirmou que seu esporte preferido é o futsal. “Ano passado ainda fiz dois gols na competição. Esse ano vou fazer mais”, prometeu.

 Melhora pedagógica

A professora Elisangela de Souza leciona língua portuguesa e matemática no Complexo André Vidal. Em sua sala, há alunos com autismo, paralisia cerebral e deficiência intelectual. A maioria deles está participando do Jaavas. Para ela, a atividade também ajuda no desenvolvimento escolar.

“Eles saem do ambiente da sala de aula e ficam eufóricos. Sabemos que os jogos influenciam bastante no rendimento escolar, pois eles trabalham a parte motora, o espaço e a lateralidade. Então, isso tudo ajuda. Percebemos, por exemplo, maior facilidade na hora que eles voltam para trabalhar a língua portuguesa e a matemática”, explicou.

 

TEXTO: THIAGO BOTELHO

FOTOS: LTON SANTOS

 

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