27/09/12 | 13:53
Caminhada do Dia do Surdo

Professores, educadores, pedagogos e alunos da rede municipal de ensino participaram na manhã desta quarta-feira, 26, da Caminhada alusiva ao Dia do Surdo, comemorado neste mês. A caminhada que teve como ponto de partida a Praça da Polícia seguiu até ao Largo de São Sebastião, no centro de Manaus e reuniu professores e alunos da rede pública de ensino e particular que atendem alunos inclusos e principalmente com deficiência auditiva.

A atividade foi uma forma de alertar e avisar a sociedade em geral sobre as dificuldades e problemas que as pessoas com deficiência auditiva passam no dia a dia e ao mesmo tempo a valorização que todos devem ter diante de um público específico que é o surdo.

Cerca de 15 escolas municipais da Secretaria Municipal de Ensino que possuem sala de recursos multifuncionais participaram da caminhada. A Professora Alexia Hayden da Escola Municipal Governador Eduardo Ribeiro, bairro Cidade de Deus, Zona Norte da cidade, trabalha apenas com uma aluna deficiente auditiva, mas que tem toda a atenção possível no processo de ensino aprendizagem.

“Esse movimento é importante em relação à mobilização sobre a linguagem dos sinais, que é um idioma como qualquer outro. A de Libras deve ser ensinada nas escolas normalmente. Mesmo com uma estudante auditiva na escola, a Secretaria me dá todo apoio necessário, como a formação com o curso de libras, o que facilita bastante nosso trabalho em sala de aula”, comentou a professora.

O Complexo Municipal de Educação Especial da Semed, considerada uma referência no atendimento aos alunos com deficiência intelectual, paralisia cerebral, autismo, deficiência física, surdez, cegueira e baixa visão também esteve presente no evento com suas educadoras e técnicas que lidam diariamente com esse público especial.

Jandercley da Silva Vale é deficiente auditivo e Professor do Curso de Libras do Complexo Municipal de Educação Especial, além de exercer a função de assessor pedagógico. Com a ajuda da intérprete, a assessora pedagógica, Rosian Vieira, Jandercley narrou algumas das dificuldades em ministrar suas aulas para 11 professores ouvintes (não surdos) da rede municipal de ensino e ainda citou como é fundamental qualquer movimento em prol das pessoas com surdez.

“O ideal mesmo seria um intérprete em sala de aula para facilitar o trabalho. A caminhada é uma justa mobilização para que todos possam saber sobre o dia do surdo e sua importância”, citou o professor.