29/11/18 | 11:11
Alunos do André Vidal têm aula diferenciada no Palácio Rio Negro

Alunos da Escola Municipal de Educação Especial (EMEE) André Vidal de Araújo, da Secretaria Municipal de Educação (Semed) tiveram a oportunidade de conhecer o Palácio Rio Negro, localizado na Avenida Sete de Setembro, Centro da cidade, na tarde desta quarta-feira, 28/11.

A visita faz parte das ações do projeto “As riquezas dos pontos turísticos de  Manaus no mundo da Matemática”, que começou a ser executado após a Feira de Ciências realizada, em 2017, pela  Semed. O projeto é voltado a  14 alunos com autismo, deficiente intelectual e com paralisia cerebral matriculados na  3ª Fase da Educação de Jovens  e Adultos (EJA), da EMEE André Vidal de Araújo, localizada no Parque 10 de Novembro, zona Centro-Sul.

O projeto,  vinculado ao Programa Ciência na Escola (PCE), tem intenção de fazer um  trabalho interdisciplinar,  envolvendo disciplinas como Geografia, Historia e, principalmente, Matemática; ao mesmo tempo,  promove  a inclusão dos alunos que participam da ação, segundo a coordenadora do projeto, a professora  Eliane Cabral.

“A partir do momento que proporcionamos a esse aluno  sair  do ambiente escolar  para conhecer os pontos turísticos da cidade,  já estamos fazendo a inclusão e indo para estes espaços não formais fazemos com que possam  aprender, por meio da matemática, a história e geografia da nossa região de uma forma lúdica e diferenciada”, disse.

Ao longo da execução do projeto,  os alunos já foram levados a 12 pontos turísticos, entre eles:  Teatro Amazonas, o  Mercado Municipal Adolpho Lisboa,  Centro Cultural dos Povos da Amazônia, o Largo  e Igreja São Sebastião, o Relógio Municipal, o Antifeatro da Ponta Negra.

Nas visitas, são trabalhadas, por exemplo,  figuras geométricas, as quatros operações, cores primárias, a partir da análise feita pelos próprios alunos nos objetos dos lugares visitados, como janelas e escadarias.

Para o aluno autista Washington Gama, o que aprendeu com as visitas  tem sido importante na sua vida acadêmica e tem ajudado a se socializar com outras pessoas.

“Hoje sei fazer alguns cálculos de cabeça, que antes só conseguia fazer  nos dedos, por exemplo.  Fora isso,  com ele (projeto) pude vir ao Centro e conhecer lugares que jamais pensei conhecer, como o Palácio Rio Negro”, disse.

 

Texto: Emerson Felipe

Fotos: Lton Santos/ Semed

 

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