28/11/14 | 11:44
Alunos de escolas municipais participam do espetáculo ‘A Bela Adormecida’ e emocionam público presente no Teatro Sesc

Com elenco formado por 90% de alunos da rede pública de ensino, a Associação Belas Artes do Amazonas (Belarte) apresentou seu 9º espetáculo na noite desta quinta-feira, 27. O espetáculo ‘A Bela Adormecida’ encantou o público presente que lotou o teatro do Sesc, na Rua Henrique Martins, no Centro.

Entre o elenco de bailarinos, havia vários alunos de escolas municipais da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que participam das aulas de balé que acontecem na Escola Municipal Engenheiro João Alberto Baga, localizado no bairro Monte Sinai, zona Norte. De acordo com a diretora artística do Belarte, Carolina Soler, o projeto acontece há nove anos em parceria com a escola, que cede o espaço para os ensaios e o grupo utiliza os alunos como forma de educar por meio da arte e da cultura, especificamente a dança.

“O Projeto surgiu há nove anos e temos o apoio de vários parceiros e patrocinadores, uma parceria importante é a Escola Municipal João Braga, onde nós utilizamos o local para os ensaios. Este ano é o nosso 9º espetáculo, fizemos uma adaptação da peça A Bela Adormecida, utilizando um balé de repertório, foram treinamentos bem intensos, mas o resultado é bem satisfatório”, informou.

O espetáculo A Bela Adormecida, que agradou a todos os presentes, foi dividido em Prólogo – O batizado – No Salão do Palácio do Rei Floresta XIV; o Ato 1 – O Feitiço, Quinze anos depois no jardim do Castelo, Ato 2 – Cena 1 – A Visão – Um reino distante, a floresta – Cem anos depois; Ato 2 – Cena 2, O despertar – No Castelo e finalizou com o Ato 3 – O Casamento de Aurora.

Nos bastidores, a aluna, Melissa Pereira, 12,  mostrava-se ansiosa. “Foi muita preparação, muito esforço para chegar até aqui, os ensaios aconteciam mais aos sábados, mas aconteciam também nos feriados e nos domingos para não atrapalhar nas aulas, eram quase cinco horas de ensaio. Estou no grupo há um ano e meio, gosto muito de balé e é um projeto muito bom com a escola”, relatou.

Mesmo sendo o sexto espetáculo em que se apresentou, a aluna Ingrid Rocha, 14, disse que sempre fica nervosa antes de subir ao palco. “É meu sexto ano, meu sexto espetáculo com o grupo, mas sempre é diferente, sempre é especial e dá frio na barriga antes de entrar, mas depois passa e podemos mostrar o que nós ensaiamos”, disse.

Com olhos atentos na apresentação, José Francisco Ferreira da Silva disse estar orgulhoso ao ver as três filhas, Jenifer Ribeiro Ferreira da silva, 11, Brenda Azevedo Ribeiro, 12, que estudam na Escola Municipal Tancredo Neves e Ingrid Maiara, 16, que estuda no Centro Municipal de Educação de Jovens e Adultos (Cemeja), se apresentarem. Para José, a emoção foi maior quando Brenda, que tem paralisia cerebral, entrou em cena na sua cadeira de rodas e se apresentou.

“Sempre apoiei minhas filhas, levo e busco todos os dias na escola, elas gostam do balé e melhoraram o comportamento e o rendimento na escola. A mãe delas não segura a emoção, sempre chora, ainda mais quando a Brenda entra em cena, ela tem paralisia cerebral e antes de participar do grupo de dança não conseguia nem se manter sentada na cadeira, hoje ela está mais firme e percebemos a felicidade dela”, relatou.

Além das escolas municipais, o elenco também é formado por alunos de escolas estaduais e particulares. O Belarte, que surgiu em 2005, é uma instituição sem fins lucrativos, que proporciona aos jovens igualdades de oportunidades, para que possam desenvolver todo seu talento e se sentirem cidadãos, além de ter o intuito de envolver os familiares reforçando o seu significado social e cultural. O projeto, como informou Carolina Soler, tem como missão de usar a dança como alavanca no resgate da auto-estima e autoconfiança de crianças para a contrução de uma sociedade mais solidária.

TEXTO: João Pedro Figueiredo

FOTOS: Rodemarques Abreu   

 

 

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