24/09/14 | 16:29
Alunos de 40 escolas apresentam projetos em competição de Feira de Ciências

Quarenta escolas da rede municipal de educação participaram, na manhã desta quarta-feira, 24, da 2ª Feira de Ciências, Tecnologia e Meio Ambiente. São instituições de ensino pertencentes à Divisão Distrital Zonal Centro-Sul (DDZ4), que reuniram seus trabalhos na Escola Municipal Raimundo Teodoro Botinelly, no Riacho Doce 3, Cidade Nova.

A Feira de Ciências é uma competição dividida em três etapas que irá premiar os melhores projetos desenvolvidos pelos alunos da rede municipal. A primeira etapa ocorreu entre os meses de maio e agosto nas escolas. Agora, serão escolhidos os melhores projetos que representarão as DDZs e a divisão Centro-Sul é a quarta a realizar a seletiva para a última etapa, em outubro.

A ideia é que por meio da feira seja fortalecido o debate nas escolas sobre a compreensão do mundo e suas modificações, reconhecendo o homem como parte do universo e o principal interventor das transformações do meio em que vive.
Com um total de 120 alunos, cada escola municipal apresentou seu projeto. As unidades concorrem nas modalidades de ensino em Educação Infantil, 1º ao 5º ano, 6º ao 9º ano, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e há ainda a participação especial da Creche Municipal Eliana de Freitas Moraes.

“É uma oportunidade de os alunos colocarem em prática a ciência e até a pesquisa, desde as séries iniciais, como faz, por exemplo, a Creche Eliana de Freitas. O trabalho é desenvolvido em equipe com a DDZ, os professores, alunos e diretores das escolas”, disse a chefe da DDZ Centro-Sul, Meire Braga.

Um dos projetos de destaque da feira é “Robótica e automação a serviço do aprendizado”, da Escola Municipal Maria Sonia da Silva. O projeto ficou em 4º lugar no First Lego League (FLL), realizado no Sesi, ano passado. Com a colocação, a escola participou da etapa Nacional, em Brasília, ficando em 44º lugar, dentre vários projetos pelo país. Para a aluna do 9º ano, Emily Santos Souza, 16, que está desde o início no projeto, o trabalho realizado na unidade de ensino tem surtido efeito.

“Aprendemos mais sobre a matemática e a física, além de outros conhecimentos que só teríamos no ensino médio. Quando chegarmos nesta etapa, estaremos mais preparados, por causa do projeto da robótica. Na escola temos uma sala, onde duas vezes por semana nós aprendemos a programar e a trabalhar em equipe. Todo o aprendizado é positivo”, disse.

Outro projeto apresentado foi o “Reutilizar para preservar”, desenvolvido na Escola Municipal Ulisses Guimarães, no Mutirão, para combater a evasão escolar. O projeto tem como base a produção do sabão ecológico com óleo de cozinha visando à preservação da água e do solo. Segundo uma de suas idealizadoras, professora Edilene Gomes, o programa é fruto do PCE e tem alcançado bons resultados.

“Pensamos em algo sustentável, que pudesse resgatar nossos alunos do turno noturno, por causa da evasão. Muitos deles precisam deixar de estudar para trabalhar e o projeto vem justamente como uma alternativa para a geração de renda. Nossos estudantes não precisam mais evadir da escola. Eles podem trabalhar na fabricação do sabão ecológico, ter uma renda por meio disso e manter os estudos”, explicou.

TEXTO: Paulo Rogério Veiga

FOTOS: Cleomir Santos

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