09/03/17 | 8:43
Adultos e idosos começam a estudar em Cozinha Comunitária para concluir escolarização

Cozinha ComunitariaCento e cinquenta alunos, frequentadores das seis cozinhas comunitárias da cidade, participaram, na tarde desta quarta-feira, 8/3, da aula inaugural da nova turma do Programa Municipal de Escolarização do Adulto e da Pessoa Idosa (Promeapi), da Secretaria Municipal de Educação (Semed). A aula ocorreu na Cozinha Comunitária do Santo Agostinho, na zona Oeste, e é direcionada a pessoas com idade a partir de 35 anos. As unidades são coordenadas pela  Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh).

O Promeapi visa escolarizar pessoas que não tiveram oportunidade de estudar no tempo correto. Nele, o aluno conclui em três anos o Ensino Fundamental.  Este ano a Semed, que coordena o programa, pretende atender 800 alunos, distribuídos em 32 turmas.

Cozinha ComunitariaSegundo a subsecretária de Gestão Educacional da Semed, Euzeni Trajano, o programa quer promover a cidadania dessas pessoas. “Ele é um programa que proporciona o resgate da cidadania de pessoas idosas que não tiveram a oportunidade de cursar os primeiros anos do Ensino Fundamental. Por isso, ficamos felizes de estarmos contribuindo na redução da alfabetização na nossa capital”, explicou.

Durante a aula inaugural, o secretário da Semmasdh, Elias Emanuel, lançou um desafio: além do espaço proporcionar o ensino regular, com aulas de português e matemática, por exemplo, a cozinha vai oferecer cursos de aproveitamento de alimentos para os alunos, reduzindo assim o desperdício.

“Eles podem aproveitar para aprender a utilizar a casca da banana, da batata, da cenoura para fazer RRA_1334farinha e bolos. São diversos itens que muitas vezes são descartados no lixo e que podem ser reaproveitados. As nossas cozinhas já são instrumentos de resgate da cidadania e agora passam a ser espaço de aprendizagem. Com certeza, é um novo mundo que se abre para essas pessoas”, destacou o secretário.

Na turma há pessoas que pararam de estudar há mais 30 anos, como é o caso da dona de casa Francisca da Luz, 64, que desde que chegou em Manaus, em 1976, não tinha sentando em um banco de escola. Para a estudante, o Promeapi representa um recomeço de história e significa a realização de um sonho. 

“Estou muito feliz porque desde cheguei em Manaus tive o desejo de voltar a estudar, mas só agora estou realizando este sonho. E meu desejo é concluir todo curso“, disse.

Texto: Emerson Santos /Semed

Fotos: Lton Santos/ Semed e Ricardo Oliveira / Semcom

 

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