03/06/15 | 15:16
Acompanhamento psicológico ajuda a melhorar desempenho de alunos em escola da zona Norte

Uma ação da Escola Municipal Doutor Aderson Pereira Dutra, localizada no bairro Amazonino Mendes, na zona Norte, está mudando a vida dos alunos e dos comunitários daquela região. Há cerca de dois meses, a escola firmou uma parceria com o psicólogo Alfredo Brelaz, que realiza atendimentos voluntários na unidade de ensino visando à melhoria do desempenho em sala de aula e a melhor convivência domiciliar.

De acordo com a gestora Simone Silva, após uma análise feita pela Gestão Integrada da Educação (Gide), da Secretaria Municipal de Educação (Semed), foi constatado que o alto índice de alunos com dificuldades de aprendizagem estaria relacionado a problemas emocionais. A partir daí, segundo a gestora, foi feita a parceria com o psicólogo para levar o atendimento para dentro da escola e assim, tentar aproximar os pais do mundo escolar do filho.

“Algumas crianças apresentavam problemas de baixa estima, agressividade, até mesmo apresentando nível alto de depressão. Situações que muitas vezes, em sala de aula, não conseguimos perceber em conversa com o aluno. Até mesmo a família não percebe. Um psicólogo, com toda a técnica que ele tem, consegue extrair dessas crianças as situações que podem ser fatores que contribuem para o não desenvolvimento dela na escola. É uma ação nossa que está caminhando para se tornar um projeto”, informou a gestora.

Simone destacou ainda que embora a Semed possua o Centro Municipal de Atendimento Sociopsicopedagógico (Cemasp), que realiza esse trabalho de conversa com os pais dos alunos, essa ação isolada da instituição veio apenas para somar ao trabalho da secretaria.

Públicoalvo

Segundo o psicólogo Alfredo Brelaz, o objetivo da ação é melhorar o comportamento das crianças em sala de aula, mas também a convivência social, já que suas casas e a escola ficam em uma área considerada perigosa pelos moradores.

“Se trabalhássemos somente com os alunos, íamos ter dificuldades, pois quando eles saem da escola, ficam com os pais. Pelo que já percebi em alguns alunos, a razão do comportamento das crianças está nos pais, por isso precisamos dessa dinâmica junto com os responsáveis  para que os alunos possam desenvolver bem legal. Trabalhar essa área comportamental das crianças”, analisou.

Conforme Brelaz, foram identificados, por meio das conversas, vários tipos de problemas, como o uso e o comércio de drogas. Ele disse que, infelizmente, na comunidade a comercialização do produto é grande, assim como outros tipos de violências. “Então trabalhamos esse lado com o aluno para que ele não entre nesse mundo das drogas e que não tenham alteração ruim no comportamento”, relatou.

Mudanças

Quem trabalha diretamente com o aluno já percebe uma diferença na forma de ensino e no interesse maior do aluno. É o caso da professora Aline de Sousa Pires. Ela disse que, inicialmente, indicava os alunos que tinham mais dificuldades de comportamento e, a partir daí, teve uma resposta muito positiva, inclusive em relação a família, que foi orientada sobre a importância do acompanhamento do psicólogo.

“Tem sido enriquecedor porque a gente já pode notar uma diferença de comportamento. E nós professores recebemos dicas do psicólogo sobre a melhor maneira de abordar um tema com cada aluno, de acordo com a conversa que ele teve. Com isso, trabalhamos atividades de acordo com essa conversa e o aluno se interessa mais, está sendo bom”, declarou a professora.

 

TEXTO: João Pedro Figueiredo

FOTOS: Lton Santos

Secretaria Municipal de Educação (Semed)

Assessoria de Comunicação

(92) 3632-2054