02/07/12 | 9:06
A cor do Brasil

O multicolorido Brasil, a cultura mais próxima e sendo divulgada em todas as suas vertentes com o Projeto ‘’O Ensino da Cultura Africana e Afro-Brasileira na Escola Municipal Maria do Carmo Rebello de Souza’’, mobilizando alunos e comunidade no bairro do São José II, Zona Leste de Manaus a integração do Programa Ciência na Escola (PCE).

Com o objetivo de sensibilizar a escola com movimentos de igualdade, cidadania e valorização da cultura afro-brasileira, os jovens pesquisadores mostraram com muita categoria e dedicação, trabalhos voltados principalmente no combate ao preconceito racial e conhecimento dos direitos e deveres legais regidos pela Lei 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da cultura Afro-Brasileira em todas as escolas públicas e privadas do país.

Para que o projeto alcançasse as metas estabelecidas, a equipe contou com uma série de estudos dirigidos no universo da cultura africana e afro-brasileira, destacados em diversos pontos chaves, como: a memória, a música, a dança e a gastronomia, que influenciou diretamente na formação cultural do Brasil ao longo dos séculos, além de visitas técnicas a associações de capoeiras e templos de candomblé para maior conhecimento e esclarecimento da religião e dança.

Mesmo com algumas dificuldades os alunos conseguiram levar durante todo o projeto a luta por respeito, pesquisando com bastante dedicação, o que acrescentou mais durante todo o processo.

O ponto alto de uma das apresentações na escola segundo o grupo, foi no Dia da Consciência Negra instituído no dia 20 de novembro – onde escola conferiu a divulgação do projeto com a utilização de cartazes, murais de exposição e vídeos.

João Victor de 13 anos, é um dos integrantes do projeto e explica como foi possível saber se na escola a cultura africana era bem esclarecida, ‘’ aplicamos alguns questionários nas salas de aulas, para saber se de alguma forma havia algum tipo de preconceito quanto à raça negra, fizemos entrevistas com alunos de outras turmas para saber se eles já possuíam algum conhecimento sobre preconceito’’, explica.

Para Andrya Fontes (14), o projeto alcançou resultados inesperados durante as entrevistas, ‘’ durante o questionário, fizemos uma espécie de dinâmica usando duas bonecas, uma de cor branca e outra de cor negra, e perguntamos para as meninas qual seriam suas preferências, e ficamos espantados com as respostas, pois a maioria preferiu a boneca de cor branca, por acharem mais bonita, enquanto que apenas algumas alunas negras na sala escolheram a outra boneca’’, enfatizou.

A equipe explicou que o objetivo maior da pesquisa é de fato mostrar como é importante o respeito dentro da escola, até mesmo por morarmos em uma nação que corresponde a uma mistura de várias raças e etnias, e a escolha da África como modelo foi mostrar como essa cultura tão rica e sólida, está presente no Brasil.

Kamyla de Souza (14), destacou um ponto negativo na recepção do projeto, ‘’ na apresentação dos quadros retratando a cultura da áfrica, mostramos a religião, porém alguns alunos de outros turnos danificaram nosso trabalho, pois não concordavam com o que estava sendo exposto, isso nos deixou triste, mesmo assim continuamos nossa pesquisa e refazemos nosso painel na escola’’, acrescentou.

Para esses guerreiros da Escola Municipal Maria do Carmo Rebello de Souza, esse é um dos grandes projetos de sucesso da escola, pois almejam mais futuramente, e com o incentivo do PCE os melhores resultados serão alcançados todos os dias.

Assessoria de Comunicação
Programa Ciencia na Escola – PCE Amazonas