21/10/11 | 11:17
4ª Noite Africana da DRE II

A Secretaria Municipal de Educação (Semed), por meio da Divisão Regional Educacional (DRE) II,  realizou, na noite desta quinta-feira, 20, a 4ª Noite Africana, com o tema “A saga das abayomis – retalhos da cultura afrobrasileira”.  O evento foi realizado no Centro de Esporte e Lazer (CEL) da Praça Dom Pedro, com a participação de quatro Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEF) e dois Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI).

A ação é uma realização da DRE II desde 2008, que visa trazer conhecimentos e informações acerca da cultura afrobrasileira e africana de maneira prazerosa, mostrando o trabalho que é desenvolvido no espaço escolar para a implementação da Lei 10.639/2003.

O evento tem como objetivo proporcionar ao público em geral momentos lúdicos-pedagógicos que os levam a refletir sobre a cultura africana como parte integrante da memória cultural brasileira.

A programação da Noite Africana contou com apresentações culturais do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Professora Maria do Socorro C. da Silva, com a Dança Africana, Paródia da música cidadão “Sou Negro”, com alunos  da Escola Municipal Nossa Senhora da Paz, Dança Nega Maluca com os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Municipal Lírio do Vale, entre outras atrações, como Balé Folclórico Afro Mutalembé e a barraca da Mãe Dora com comidas típicas.

“A nossa proposta é implementar a Lei 10.639 e fazer com que as escolas trabalhem, na sua proposta curricular, a história e cultura africana. Com isso, queremos desmitificar a idéia de que o negro é uma raça inferior, não contribui e não faz parte de nossa formação. Nós, amazonenses, nos identificamos com os indígenas e esquecemos que temos sim a influência africana que faz parte do nosso cotidiano”, explicou a Subcoordenadora do Eixo de Linguagem e Comunicação da DRE II, Neice de Sena Rodrigues.

O aluno do 6º ano, Alex Martins Gemaque, 21, da Escola Municipal Nossa Senhora da Paz, localizada no bairro da Paz, trabalhou na escola com o coral na interpretação da música “Sou negro e quero respeito”. Para o estudante, foi proveitosa a sua participação no evento. “Na escola eu tenho amigos negros e nos damos muito bem. Procuramos ajudar um e outro e temos uma grande amizade, independente de alguma cor, porque isso não importa e sim o caráter”, completou.