11/10/18 | 10:57
3ª mostra de ações educacionais integradas discute cultura africana e racismo

A 3ª Mostra de Ações Educacionais Integradas, com o tema “Socializando Saberes, Desenvolvendo Competências”, teve sua abertura nesta quarta-feira, 10/10, no Les Artistes Café Teatro, localizado no Centro Histórico de Manaus. O encontro, organizado pelo instituto Tenho um Pé na África, buscou divulgar projetos consistentes desenvolvidos por escolas da Secretaria Municipal de Educação (Semed) ao longo do ano e extrapolar os muros da escola. Após a abertura, até o dia 23/11, a mostra passará por todas as escolas presentes no projeto.

O evento contou com a presença de sete escolas que estavam participando da mostra e apresentou duas mesas redondas. Na primeira foram discutidos os aspectos históricos do racismo, o racismo na sociedade e os aspectos legais. Já na segunda, foi abordado o tema patrimônio material e imaterial afro brasileiro, além de apresentação de grupos artísticos.

Uma das apresentações do evento foi feita pelo grupo Mama África Dance. O grupo surgiu, há 12 anos do bairro Aparecida, do projeto de uma das organizadoras do encontro, a professora Glaucilene Haurador. Ela explicou a proposta do evento.

“Cada um dos professores que estão reunidos aqui trabalha os temas voltados para a diversidade étnico-racial nessa busca de combater o racismo, preconceito e discriminação. Isso é feito de forma lúdica através da dança, música, jogos e brincadeiras. Cada escola tem uma característica específica”.

Uma das escolas presentes foi a Escola Municipal Themístocles Gadelha, da zona leste de Manaus. Durante todo o ano, a unidade desenvolveu o projeto Diversidade na Construção da Identidade Cultural com alunos de 6º ano até a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

O projeto existe há seis anos na unidade e a professora responsável pelo projeto, Antônia Marylana Lima de Oliveira, conta que a mudança na atitude dos alunos é perceptível.

“A desconstrução de preconceitos em sala de aula é interessantíssima, porque primeiro vem o choque cultural de aprender algo novo e depois a tranquilidade e a consciência de viver com o próximo, o diferente. E são pessoas que são de diferentes estilos, diferentes religiosidades”.

 

Texto: Alexandre Abreu

Fotos: Lton Santos

 

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