01/08/11 | 13:29
1ª Mostra Municipal do Programa Escola Aberta

Apresentações artísticas e culturais, esporte, artesanato e culinária foram as principais atrações da I Mostra Municipal do Programa Escola Aberta realizada nesse sábado, (30), das 8h às 12h, em cinco polos da Rede Municipal de Ensino: EMEF´s Waldir Garcia (DRE I ), Francisca Gomes Mendes (DRE II), João Braga ( DRE´s III e IV), Themístocles Gadelha (DRE VI) e Honorina de Azevedo Vasconcelos (DRE V). A ação tem o objetivo de sensibilizar a comunidade em geral, da importância do programa frente ao processo cultural no qual está inserido, contribuindo para melhoria da qualidade da educação, inclusão social e a construção de uma cultura de paz.

Na EMEF João Braga localizada no Bairro Terra Nova, Zona Norte, demonstrações de coreografia balé, taekwondo, hip hop, capoeira, dança, culinária e artesanatos variados chamaram a atenção dos visitantes e participantes. Nesse Polo participaram 10 EMEF´s: Lucila Freitas, Antônia Alexandrina, Raimunda Eneida, Cramem Hagge, João Braga, Dom Milton Corrêa, Síria Mamed, Jarlece Zaranza, Magalhães Cordeiro e João Goulart.

Segundo o Coordenador do Departamento Geral de Distritos, Luiz Carlos Albuquerque, as atividades do Programa Escola Aberta têm um papel fundamental nas comunidades.

“Os comunitários na maioria das vezes não têm espaço para realizar atividades sociais e culturais, e as unidades educacionais tornam-se esses espaços alternativos de aprendizagem. Além dos alunos participarem, os familiares também acompanham seus filhos e acabam aprendendo um ofício para ter uma renda extra. Com o Programa Escola Aberta, os comunitários passam a ter um sentimento de pertencimento, de cuidado com o espaço escolar, fazendo a integração da escola x comunidade”, destacou o Coordenador.

A gestora da EMEF João Braga, Regina Ortiz, afirmou que a EMEF João Braga foi a primeira escola a receber o programa Escola Aberta na Zona Norte e isso modificou a realidade social de muitas crianças atendidas nos cursos.

“Abraçamos o programa Escola Aberta e isso fez a escola se aproximar da comunidade, trazendo os pais para dentro do âmbito escolar. Com a participação nas aulas, os alunos em vulnerabilidade social se afastam das ruas e se qualificam, se aperfeiçoam e aprendem um ofício”, ressaltou a gestora.

De acordo com o Professor de Matemática do Curso Aristo ( Em grego “Os melhores”), Marcos Ferreira, que atua há 4 anos no Programa Escola Aberta,  as aulas preparam atualmente 75 alunos para  as escolas técnicas (IFAM, Fundação Nokia e Colégio Militar). Ano passado o curso aprovou 34 alunos para essas unidades de ensino.

“A Escola Aberta é uma grande oportunidade para as crianças dessas comunidades, pois os cursos ajudam nos índices de aprovação e ajudam na inserção no mercado de trabalho. Já temos alguns dos nossos ex-alunos que estudam cursos de Direito e Medicina na UFAM”, disse o professor.

Para Jenifer Lorrana, (11),  que é aluna da EMEF João Braga e do curso de Balé, participar do Programa Escola Aberta representa muito mais que aprender apenas os passos nas pontas dos pés. “Aprendo muito mais que os passos nas aulas de balé, aprendo a dar valor para minha família, meus estudos e penso o que vou quere fazer quando crescer”, destacou a aluna.

Um exemplo que o Programa Escola Aberta transforma a vida dos alunos é o caso de Thaís Correia, que aos 16 anos tornou-se professora de Balé. Thaís que estuda desde os 5 anos no curso de balé, esse ano teve a oportunidade de tornar-se professora e agora nesse novo papel ajuda crianças de 5 a  12 anos a sonharem também. “Me sinto orgulhosa de ter começado como aluna e agora ter a chance de mostrar o meu trabalho como professora, passando os meus conhecimentos e trocando experiências com essas crianças. Além de ocupar as mentes, as crianças desenvolvem muito mais a sua expressão por meio da dança”, afirmou a jovem professora.

O Programa Escola Aberta é uma política do Governo Federal em parceria com a Prefeitura de Manaus por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), desde 2006, com a finalidade de contribuir para a melhoria da qualidade da educação, a inclusão social e a construção de uma cultura de paz. O programa incentiva a abertura nos finais de semana das escolas públicas localizadas em área de vulnerabilidade  social, com pouca oferta de espaços de lazer e cultura, onde muitas vezes a escola é a referência do poder público na comunidade.

As atividades são organizadas no formato de oficinas, palestras e cursos com duração e formas de inscrição variadas, de acordo com o objetivo da ação realizada. Na rede municipal 50 escolas participam do programa, com 17.521 alunos e 10 supervisores para acompanhar o programa in loco.