07/11/18 | 13:15
Escola municipal da zona Oeste realiza feira interdisciplinar sobre árvores frutíferas da Amazônia

Com o intuito de levar consciência ambiental aos estudantes, a Escola Municipal Leonardo da Vinci, no bairro Alvorada, zona Oeste, realizou nesta quarta-feira, 7/11, a 5ª Feira Interdisciplinar do Projeto Árvores Frutíferas da Região Amazônica (Afra). O evento envolveu aproximadamente 490 alunos, de 1º ao 9º ano, em atividades como mostra de plantas medicinais, mudas de árvores frutíferas, materiais produzidos a partir de frutas, entre outras.

Existente desde 2007, o projeto busca desenvolver atividades de educação ambiental e capacitação, tornando os alunos multiplicadores ambientais, estimulando a mobilização social em torno de ações que promovam melhorias da qualidade ambiental e de vida na escola, espaços públicos e comunidade em que estão inseridos. O início dele surgiu da necessidade de inserir no contexto escolar a importância das árvores frutíferas da Amazônia.

 “O trabalho é realizado de forma interdisciplinar, as crianças produzem textos, cada criança tem uma muda, o que gera um cuidado especial em relação às plantas, porque eles têm que regar, saber qual o fruto que a planta produz, entre outras coisas”, explicou a gestora da unidade, Lydiane Brito.

Responsável pelo projeto na escola, a professora Iêda Bernardes, que é natural de Minas Gerais, conta que não era conhecedora da riqueza natural local quando começou a atividade e foi aprendendo durante o processo de desenvolvimento, junto com os estudantes e que alguns deles escolheram o curso superior com base no que aprenderam no Afra.

“Eu me sentei com os alunos, porque não pensei nesse projeto de catalogação de árvores sozinha, e chegamos às árvores frutíferas. Eu não conhecia nada e a partir desse trabalho aprendi a fazer parte do contexto amazônico. Hoje temos alunos que passaram pelo projeto e fazem faculdade como Biologia e Arquitetura por conta desse projeto”.

PCE

Em 2018, o projeto foi um dos 86 selecionados pelo Programa Ciência na Escola (PCE), desenvolvido na Secretaria Municipal de Educação (Semed) em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Tendo, atualmente, três bolsistas do 9º ano, no PCE, entre eles Hellen Andrade, que fala sobre o trabalho que é desenvolvido e a experiência em participar.

“Esse trabalho se tornou muito importante para mim. Antes eu não queria saber e não ligava para árvores e plantas, hoje eu sei que elas precisam de água, que uma precisa de mais iluminação do que a outra. Eu já sei muitas diferenças entre as plantas e aprendemos a valorizar o meio ambiente”.

E o trabalho com as crianças já rende frutos, como na estudante do 3º ano Nice Alves. “No Afra a gente aprende mais sobre as plantas. Cuidamos de várias mudinhas de plantas e quando elas crescem, vão para outros lugares com mais espaço. A gente aprende também sobre a história do Brasil e do Amazonas”.

Outras iniciativas

Além de apresentar o trabalho realizado pela Afra, a feira também o projeto Ciranda Viva na Escola, também indicado ao PCE e que começou com a ideia de resgatar alguns elementos da ciranda tradicional do Amazonas, uma vez que em Manaus elas se desenvolveram dentro da escola. O responsável, professor Jean Batista Cunha, falou sobre o impacto da proposta no conhecimento dos alunos, que vai virar livro.

“Após as pesquisas, as crianças perceberam que aquilo era um universo rico principalmente nos interiores, onde existe até uma cidade que se intitula cidade da ciranda. Para eles foi um impacto muito grande porque era uma história que estava escondida e que eles têm a missão de revelar. O projeto vai resultar em um livro com a história da ciranda e a catalogação das canções em partitura, servindo de material didático e pedagógico para professores de diversos anos”.

 

Texto: Alexandre Abreu

Fotos: Cleomir Santos

 

Secretaria Municipal de Educação (Semed)

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