30/11/19 | 11:08
Escola Municipal da zona Leste de Manaus realiza noite de autógrafos de livros produzidos por estudantes da unidade

‘É impossível uma criança ser escritora, precisa de muitas palavras e dinheiro para escrever um livro’. Foi isso que um aluno do 3º ano da Escola Municipal Nova Vida, do bairro Mauazinho, na zona Leste de Manaus, falou para a professora Luceni Maria Ferreira. Diante disso, a educadora, por meio do projeto ‘Imaginação na ponta do lápis’, resolveu mostrar para todos que era possível sim um estudante escrever um livro. E na noite desta sexta-feira, 29, o sonho virou realidade e a unidade de ensino realizou a noite de autógrafos de 160 livros produzidos por crianças do 1º ao 5º ano.

O projeto foi iniciado em abril deste ano e teve como objetivo desenvolver habilidades em leitura e escrita para que os alunos pudessem ter autonomia e entendessem   o significado das palavras. A princípio seria desenvolvido apenas nas turmas da professora Luceni, mas com o tempo se espalhou para todas as turmas da escola.

Um desses livros, ‘A rotina da menina Mirela’, foi entregue autógrafado para a secretária de Educação de Manaus, Kátia Schweickardt. Ao ver a obra e por quem foi produzida, ela fez questão de comparecer a unidade de ensino e participar da noite de autógrafos, não só para conhecer Vitória, a autora do livro, mas todos os outros autores e a comunidade escolar.

“Pela primeira vez, depois de cindo anos na Semed, eu participo de uma festa para celebrar alunos nossos que se tornaram escritores. A partir de hoje a nossa secretaria está entrando em um novo momento da história, e eu estou muito honrada de ter em nossa secretaria professores como a Luceni, que tiveram essa ideia e levaram para frente, os professores do Mauazinho, a gestora Alessandra. Todos est]ao de parabéns pela iniciativa”, afirmou a secretária.

A gestora da unidade, Alessandra de Carvalho, explicou que parte do acervo ficará na escola. “Participaram do projeto 320 alunos e conseguimos reproduzir 160 destas obras graças à parceria com a empresa Estante Mágica, que trabalha com essa parte social. Metade das obras ficam na escola e outra os pais compraram e vão levar pra casa”, afirmou.

A frente do projeto, a professora Luceni, falou que a ação gerou frutos muito bons, não só para a escola, mas para os pais dos alunos, porque eles também se envolveram diretamente no projeto. “Percebemos que o processo contribuiu de forma significativa, porque eles levavam os livros para casa para ler junto com a família, faziam registro, ficha técnica. E percebemos que eles mudaram o hábito na questão da leitura, lendo por prazer, não por obrigação”, declarou.

Uma das obras produzidas foi ‘A menina que tinha um sonho’, da aluna Any Letícia, do 5º ano da unidade. Para a mãe da aluna, a estudante Andreza Diniz, 31, o momento foi muito importante para todos da família.

“A princípio eu amei esse projeto da escola e para mim é uma honra muito grande ter uma filha escrevendo seu primeiro livro, ela se empenhou bastante, tanto no desenho quanto na história, baseada em um sonho que ela tem, que é ser uma menina confeiteira. O livro está lindo e eu amei”, finalizou.

Texto: Alexandre Abreu
Fotos: Eliton Santos

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